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Cientistas da UC descobrem que o consumo c

Uma equipa multidisciplinar de cientistas da Universidade de Coimbra (UC) descobriu que o consumo continuado de mirtilo em doses diárias de cerca de 240 gramas tem um forte impacto hepático, fornecendo pistas importantes para orientar um consumo saudável e seguro destas bagas muito ricas em antioxidantes.

Mirtilos

A descoberta, já publicada na revista Pharmaceutics, aconteceu no decorrer de um estudo que pretende avaliar os possíveis efeitos benéficos do sumo de mirtilo no contexto da pré-diabetes, em modelo animal.

Considerando a composição fitoquímica enriquecida do mirtilo, numa diversidade de compostos bioativos «que parecem poder conferir inúmeros efeitos protetores em distintas condições, pareceu-nos muito pertinente perceber igualmente qual o impacto do consumo deste “superalimento” de forma prolongada, numa condição saudável», explicam os coordenadores do estudo, Flávio Reis e Sofia Viana, do Instituto de Investigação Clínica e Biomédica de Coimbra (iCBR), da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC).

Para tal, os investigadores avaliaram um conjunto de parâmetros metabólicos, com destaque para o fígado, e em particular para as funções mitocondriais, em ratos adultos submetidos durante 14 semanas a um consumo regular de sumo natural de mirtilo (equivalente no homem a um copo e meio de sumo por dia).

No final da experiência, ao analisar os resultados, nomeadamente ao nível da mitocôndria – a casa energética da célula – hepática, observou-se que nos ratos pré-diabéticos «havia uma proteção da esteatose hepática (acumulação de gordura no fígado) e um impacto enorme ao nível da mitocôndria», afirma Sara Nunes, aluna de doutoramento no âmbito deste projeto. No caso dos ratos saudáveis, destaca, «verificámos que o consumo de sumo de mirtilo não teve impacto no perfil metabólico e não foram registadas alterações a nível intestinal. No entanto, o impacto hepático foi surpreendente, particularmente na função mitocondrial, semelhante a um efeito de uma dieta hipercalórica».

Os resultados observados nos ratos saudáveis sugerem que o consumo continuado de mirtilo força uma reprogramação metabólica, cujas consequências (benéficas ou nefastas) permanecem por esclarecer. A equipa acredita que «o forte impacto hepático gerado pelo consumo continuado de mirtilo pode permitir prevenir ou atenuar contextos de doença, como, por exemplo, a diabetes e a obesidade, mas não podemos descartar a hipótese de poder provocar algum tipo de desequilíbrio e ter consequências nocivas para a saúde».

Por isso, o passo seguinte do estudo vai centrar-se em clarificar ambas as hipóteses, de modo a contribuir para um consumo de mirtilo seguro, «no sentido de melhor elucidar se esta resposta adaptativa resultante do consumo prolongado de mirtilo se traduzirá em benefícios ou se, pelo contrário, poderá estar associada a efeitos nefastos. No contexto dos hábitos atuais de uma parte da população, esta investigação reveste-se de particular relevância», assinalam Flávio Reis e Sofia Viana.

Os benefícios do mirtilo para a saúde estão intimamente relacionados com a atividade antioxidante, «principalmente devido ao seu alto teor em compostos fenólicos. As suas reconhecidas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias são de certa forma responsáveis pelo aumento do consumo ao longo dos últimos anos», esclarecem os investigadores, salientando, contudo, que «alguns trabalhos têm alertado para possíveis efeitos adversos resultantes de um consumo descontrolado e excessivo de certos produtos antioxidantes, incluindo os enriquecidos em compostos fenólicos».

Este estudo faz parte de um projeto de investigação mais alargado, que conta com a parceria da Cooperativa Agropecuária dos Agricultores de Mangualde (COAPE) e da MIRTILUSA (Sever do Vouga), focado no potencial terapêutico da planta do mirtilo no seu todo, ou seja, além de estudar as bagas (casca e polpa), a equipa liderada por Flávio Reis e Sofia Viana está a explorar o potencial das folhas, particularmente das folhas caducas, para acrescentar valor a uma parte do arbusto do mirtilo que neste momento é um desperdício e que cumulativamente tem uma quantidade de compostos bioativos muito maior que o fruto.

Nesse sentido, os investigadores já desenvolveram uma tecnologia de processamento das folhas, que ultrapassa as tradicionais infusões, cuja biomassa obtida se revela «muito promissora, com propriedades antioxidantes potentíssimas do ponto de vista terapêutico», rematam Flávio Reis e Sofia Viana.

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Instrumentos financeiros do PDR2020 com no

Novas regras, novas declarações e novos formulários, foram introduzidas nas operações PDR2020 no âmbito dos Instrumentos Financeiros, que resultam do novo Acordo de Financiamento assinado entre o Fundo Europeu de Investimento (FEI) e a Autoridade de Gestão do PDR2020 em 21 de outubro de 2020, e que importa conhecer.

Agricultura

Recorde-se que estas Operações PDR2020 decorrem da operacionalização da linha de crédito garantida apresentada no início do corrente ano, dirigida a empresas e empresários, para apoio ao investimento na exploração agrícola, incluindo jovens agricultores, transformação e comercialização de produtos agrícolas.

Assim, para quem pretende candidatar-se à Operação 3.1.3 «Investimentos de Jovens Agricultores na Exploração Agrícola apoiados por Instrumento Financeiro», saiba que nesta Operação, passam a considerar-se elegíveis como jovens agricultores os requerentes que não exercem atividade agrícola há mais de cinco anos.

Para além disso, todas as medidas PDR2020 no âmbito dos Instrumentos Financeiros passam a poder ser combinadas com candidaturas previamente aprovadas no âmbito deste Programa, até à intensidade máxima de ajuda que é permitida pelo Anexo II do Regulamento (UE) n.° 1305/2013, na sua redação atual. Estas medidas poderão ainda financiar, até 30 de junho de 2021, apenas Fundo de Maneio (isto é, que não esteja ligado ao investimento), até 200.000 euros, aos beneficiários cuja atividade tenha sido afetada pela pandemia.

No que toca às Declarações da AG PDR2020/IFAP, que constituem um dos elementos processuais da candidatura a apresentar junto da instituição financeira, no caso de existência de acumulação com uma candidatura PDR2020 previamente aprovada, a Declaração emitida passa a incluir informação constante desse Pedido de Apoio, valor do investimento elegível validado, montante de apoio e intensidade da ajuda, bem como a intensidade máxima de ajuda permitida pelo já referido regulamento comunitário.

A informação constante das candidaturas PDR aprovadas também será parte integrante da Declaração que se destina empréstimo de fundo maneio COVID-19.

Informações complementares devem ser obtidas junto das instituições bancárias envolvidas, sendo junto dessas instituições que são instruídos os processos de candidatura:

  • Banco BPI, S.A.

  • Banco SANTANDER TOTTA, S.A.

  • Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo, C.R.L.

  • Caixa Geral de Depósitos, SA.

Saiba mais na página oficial do Fundo Europeu de Investimento.

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ANIPLA publica posição da indústria europe

A ANIPLA, em conjunto com a CropLife Europe, publicou o documento que evidencia a posição da indústria europeia sobre o relatório ENVI sobre a Estratégia de Biodiversidade da UE para 2030.

Agricultura

A biodiversidade é uma questão urgente e importante na agricultura. A Indústria Fitofarmacêutica Europeia está totalmente comprometida em desempenhar a sua parte no apoio à conservação e ajudar os agricultores com a regeneração e o aprimoramento da biodiversidade em paisagens agrícolas e não agrícolas. Congratulamo-nos com a oportunidade de comentar o relatório de iniciativa própria da ENVI.

Pontos-chave

  • A Indústria Fitofarmacêutica Europeia apoia o apelo do relatório para enfrentar todos os cinco principais fatores de mudança na natureza, especialmente dado que 80% da redução da biodiversidade se resume ao uso alterado da terra, perda de habitat e fragmentação, e isso é exacerbado pelas mudanças climáticas e espécies alienígenas invasora;

  • A CropLife Europe e a Anipla acreditam fortemente que a inovação é uma parte fundamental da solução para combater o declínio da biodiversidade. As nossas empresas continuarão a investir em formas inovadoras de proteger as culturas e fomentar a agricultura sustentável: com enormes investimentos em soluções que incluem produtos fitofarmacêuticos cada vez mais ecológicos, biopesticidas, inovação na criação de plantas e tecnologias de precisão. A CropLife Europe adotou um conjunto de compromissos ambiciosos para apoiar o novo Pacto Ecológico Europeu (Green Deal), incluindo um investimento de mais de € 14 bilhões em novas tecnologias e produtos mais sustentáveis até 2030;

  • Trazer a inovação ao mercado requer um ambiente regulatório propício e incentivos de adoção para garantir que as melhores tecnologias, que farão a diferença, possam ser desenvolvidas e implementadas na primeira oportunidade. Por exemplo, medidas como a Política Agrícola Comum poderiam facilitar a absorção de tecnologias de agricultura digital para apoiar os agricultores na otimização da sua tomada de decisão e uso da proteção integrada na produção agrícola, e a UE poderia fazer mais para permitir tecnologias como biopesticidas, ferramentas de aplicação de precisão e técnicas inovadoras de melhoramento vegetal;

  • Para estabelecer metas realistas, significativas e baseadas em evidências, sauda-se uma avaliação abrangente de impacto que inclui o impacto de todas as metas propostas coletivamente nas estratégias do Prado ao Prato (Farm to Fork) e da Biodiversidade, antes de qualquer legislação ser aprovada. Isso será necessário para garantir que qualquer legislação proposta proporcione uma agricultura mais sustentável, que ajude a cumprir o plano de metas climáticas da UE e proteja a biodiversidade, ao mesmo tempo em que garante que os consumidores europeus continuem a ter acesso a alimentos seguros, suficientes, acessíveis e nutritivos;

  • Para proteger e melhorar a biodiversidade e o ambiente agrícola, precisamos de identificar onde podem ser introduzidas melhorias em todos os tipos de modelos agrícolas;

  • Apoia-se o objetivo de aumentar a produção biológica impulsionada pelo aumento da procura dos consumidores, desde que não conduza a alterações não intencionais de uso de terra noutras partes do mundo, o que pode ter efeitos prejudiciais para a biodiversidade e o clima. É importante notar as trocas ecológicas envolvidas: a produção biológica caracteriza-se por uma produção de rendimento significativamente mais baixa e os produtos fitofarmacêuticos-chave aprovados para a agricultura biológica são frequentemente utilizados em quantidades muito maiores do que outros produtos fitofarmacêuticos químicos.

Modelos agrícolas sustentáveis para apoiar a biodiversidade

  • A agricultura muda inevitavelmente a biodiversidade numa determinada área consoante a plantação de culturas de maior densidade do que alguma vez aconteceria naturalmente. Como administradores da terra, os agricultores desempenham um papel fundamental e trabalham arduamente para minimizar a perda de biodiversidade através de uma gestão responsável da paisagem. As Boas Práticas Agrícolas, que incluem a Proteção Integrada, mantêm o fornecimento, regulação e apoio chave dos serviços de ecossistemas prestados pela biodiversidade. Estes serviços desempenham um papel fundamental no apoio a sistemas de cultura resilientes e eficientes. Oferece-se soluções inovadoras e sistemas de formação para os agricultores, incentivando a implementação destas práticas de Proteção Integrada e a criação de habitats não agrícolas para aumentar a biodiversidade e a resiliência;

  • O relatório da Comissão Parlamentar “PEST” confirmou que o processo de autorização dos produtos fitofarmacêuticos é um dos mais rigorosos do mundo, que fornece alimentos seguros e de alta qualidade aos cidadãos da UE. No entanto, a ANIPLA e a associação reconhecem as preocupações sociais em relação à produção de alimentos e reconhece o desejo de reduzir os riscos estimados e a quantidade de produtos fitofarmacêuticos utilizados para proteger as culturas;

  • A proteção da biodiversidade é um princípio-chave já consagrado na legislação para aprovação de todos os produtos fitofarmacêuticos na Europa, incluindo os biopesticidas. No Regulamento (CE) n.o 1107/2009 está explicito que para a aprovação de produtos fitofarmacêuticos, estes "... Não devem ter efeitos inaceitáveis sobre o ambiente, tendo especialmente em conta... o seu impacto na biodiversidade e no ecossistema»;

  • Considera-se essencial reforçar os mecanismos de controlo disponíveis para utilização contra espécies exóticas invasoras, que podem ter um impacto devastador nos ecossistemas europeus e na biodiversidade. Os produtos fitofarmacêuticos podem ser críticos como resposta rápida à gestão destas ameaças e podem tornar-se ainda mais importantes para ter disponíveis, uma vez que os impactos das alterações climáticas afetam as pressões das pragas e das doenças na Europa;

  • Embora a Indústria Fitofarmacêutica Europeia não apoie a regulamentação por derrogação, as autoridades e os agricultores dos Estados-Membros devem continuar a ter acesso a produtos fitofarmacêuticos em situações de emergência e, em especial, para combater espécies invasoras alienígenas, onde não existam outros meios razoáveis para controlar pragas e doenças potencialmente devastadoras. 

Proteção das espécies animais e vegetais, do solo e da água 

  • Considera-se importante alargar a diversidade genética das culturas e utilizar técnicas modernas de reprodução de plantas para ajudar os agricultores a enfrentar os riscos crescentes provocados pelas alterações climáticas, que agravam o declínio da biodiversidade;

  • A proteção do solo é da maior importância. Apoia-se plenamente a necessidade de melhorar os solos e evitar a sua degradação. As práticas agrícolas também têm aqui um papel importante a desempenhar, por exemplo, limitar a mobilização do solo excessiva de acordo com a sementeira direta, sementeira baixa, a agricultura regenerativa ou de conservação, que tem um grande potencial para a mitigação das alterações climáticas, armazenando carbono na biomassa e nos solos vegetais e reduzindo as emissões da agricultura. Um vasto leque de ferramentas é essencial para a rápida adoção destas práticas de conservação;

  • Apoia-se a necessidade de reintroduzir mais características paisagísticas e áreas não produtivas para ajudar populações de animais e espécies vegetais, incluindo polinizadores e antagonistas de pragas. Nos casos em que as terras agrícolas produtivas são retiradas da produção para melhorar a biodiversidade, deve ser dada atenção ao seu eventual impacto na segurança alimentar, na acessibilidade e na resiliência. Serão necessários instrumentos da PAC para apoiar os agricultores;

  • A CropLife Europe e a Anipla apoiam plenamente o compromisso de aumentar os espaços verdes nas áreas urbanas. Estes são essenciais para os cidadãos da UE. Entendemos que pode haver um valor ecológico limitado desses espaços, mas os vários benefícios, tal como enumerados na estratégia, tornam-no um compromisso importante (qualidade de vida, refúgio para espécies, redução da poluição atmosférica/solo/água).

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Continental expande seu portal de revended

A Continental expande o portal digital de revendedores online ContiOnlineContact. O portal agora lista todo o portfólio de pneus off-the-road (OTR) e agrícolas.

Pneus Continental

Tal permite que revendedores e clientes dos setores agrícola, industrial, de terraplenagem, portuário e aeroportuário, entre outros, façam pedidos de pneus de maneira flexível e sob procura. Com a expansão do portal do revendedor para incluir pneus OTR e agrícolas, o desempenho do serviço será continuamente melhorado e os pedidos de pneus atenderão às necessidades individuais dos clientes. Os novos produtos estão disponíveis como pedidos ad hoc com entrega direta dos armazéns regionais e como remessa direta das fábricas.

ContiOnlineContact: Todas as informações num relance

Através do ContiOnlineContact, os revendedores e clientes podem pesquisar a linha completa de pneus e acessórios especiais comerciais da Continental e acessar a informações sobre produtos e documentação técnica de maneira confortável e a qualquer momento. Depois de selecionar um pneu para a aplicação individual, o portal pode ser usado para verificar a disponibilidade e para fazer e rastrear um pedido.

Além disso, as atualizações do produto e o material de marketing mantêm os revendedores atualizados com os desenvolvimentos mais recentes da Continental. Outros desenvolvimentos do portal já estão em andamento.

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Programa de apoio à produção nacional na r

A A2S – Associação para o Desenvolvimento Sustentável da Região Saloia anunciou a abertura do período para a apresentação de candidaturas ao Programa de Apoio à Produção Nacional (PAPN), que tem início a 16 de janeiro e decorre até às 18 horas de 26 de fevereiro de 2021.

Região Saloia

Na região saloia estão a decorrer dois concursos em simultâneo: um para as zonas rurais dos concelhos de Loures, Mafra e Sintra e outro para as zonas costeiras de Cascais e Mafra.

Os apoios do PAPN destinam-se a apoiar a fundo perdido parte dos investimentos efetuados por micro e pequenas empresas dos setores da produção agroalimentar, artesanato e bens para o setor primário.

No caso específico do setor agro-alimentar apenas é elegível a segunda transformação de produtos agrícolas em não agrícolas como são os casos das padarias, produção de cerveja, entre outros.

A produção agrícola e a primeira transformação de produtos agrícolas (vinho, queijo, transformação de hortofrutícolas) está excluída dos apoios do PAPN.

A A2S, entidade responsável pela análise das candidaturas, promove uma videoconferência de esclarecimentos no próximo dia 21 de janeiro às 11h. As inscrições são gratuitas.

Os avisos para a apresentação de candidaturas e mais informação sobre o PAPN já se encontra disponível.

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Estudo da UÉ pretende identificar instalaç

Um estudo liderado em Portugal pela Universidade de Évora (UÉ) visa identificar potenciais locais para instalações-piloto de armazenamento geológico de CO2, tecnologia que evita a libertação para a atmosfera do dióxido de carbono produzido pelas indústrias dos setores eletroprodutor, siderúrgico ou cimenteiro. O gás é injetado no subsolo, a grandes profundidades, onde fica sequestrado nas rochas de forma permanente.

ambiente

As consequências são duplamente vantajosas para o ambiente; por um lado, reduzem-se diretamente as emissões de gases com efeito de estufa, por outro, contribui-se para uma economia circular, uma vez que o CO2 capturado pode ser reutilizado na produção de metano ou de combustíveis sintéticos, entre outras aplicações.

Com uma dotação orçamental superior a 10 milhões de Euros, o projeto PilotSTRATEGY - CO2 Geological Pilots in Strategic Territories, coordenado na UÉ por Júlio Carneiro, investigador do Instituto de Ciências da Terra (ICT) e professor no Departamento de Geociências, foi recentemente selecionado pela Comissão Europeia (CE) no âmbito do programa Horizonte 2020 para caraterizar potenciais locais para instalações-piloto de injeção de CO2 em formações geológicas.

Em causa está o armazenamento geológico de CO2 como tecnologia de mitigação das alterações climáticas, a caraterização geológica e a apresentação de estudos de engenharia preliminares que permitam o suporte técnico e científico necessário para uma decisão final sobre o financiamento de instalações-piloto de armazenamento de CO2 em formações geológicas da Bacia Lusitaniana (Portugal), Bacia de Paris (França) e da Bacia do Ebro (Espanha).

Júlio Carneiro explica que o armazenamento geológico de CO2 (uma componente das tecnologias CCUS- Captação, Utilização e Armazenamento Geológico de Dióxido de Carbono) «baseia-se na devolução do carbono à sua origem», entendida como a utilização de formações geológicas como locais seguros para o armazenamento de CO2 capturado em grandes fontes estacionárias, destacando-se as cimenteiras, termoelétricas, refinarias e outras. O armazenamento geológico «evita a libertação para a atmosfera do CO2 produzido por aquelas indústrias, pois o gás é injetado no subsolo, a grandes profundidades, onde fica sequestrado nas rochas de forma permanente».

Mas como pode este processo enquadrar-se nas tecnologias de mitigação das alterações climáticas? Permite «aos setores industriais e electroprodutores reduzir as suas emissões de gases com efeito de estufa» esclarece o investigador, acrescentando que as tecnologias CCUS «contribuem também para um sistema de economia circular, uma vez que o CO2 capturado pode ser reutilizado na produção de metano, de combustíveis sintéticos e em várias outras aplicações».

Júlio Carneiro exemplifica «no setor cimenteiro cerca de 2/3 das emissões resultam do próprio processo de produção do cimento e não da utilização de combustíveis fósseis, não podendo, por isso, ser evitadas através de uma transição para fontes de energia renovável». Também a Estratégia Nacional do Hidrogénio, recentemente aprovada, «reserva um papel significativo para as tecnologias CCUS, pois perspetiva um papel importante para os combustíveis sintéticos, produzidos a partir do hidrogénio e de CO2 que deve ser capturado em grandes fontes estacionárias» avança ainda o professor da Universidade de Évora.

Liderado pelo instituto francês BRGM- Bureau de Recherches Géologiques et Minières, este projeto envolve dezasseis (16) instituições públicas e privadas de sete (7) países (França, Espanha, Portugal, Grécia, Polónia, Alemanha e Reino Unido), sendo que em Portugal cabe ao ICT da Universidade de Évora, em parceria com a GALP e o Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICC-UL) o desenvolvimento dos trabalhos.

O consórcio irá ainda estudar bacias sedimentares na Macedónia Ocidental (Grécia) e Alta Silésia (Polónia) com o propósito de contribuir para o conhecimento geológico sobre aquíferos salinos profundos e aumentar a confiança e maturidade nas estimativas da capacidade de armazenamento de CO2 naquelas regiões. O PilotSTRATEGY é multidisciplinar, com uma forte componente no âmbito da análise social, o que implica informar e auscultar os cidadãos, bem como todas as partes interessadas relativamente a matérias em estudo. Esta componente pretende analisar os fatores que influenciam a aceitação pública desta tecnologia de forma a desenvolver metodologias de informação e de envolvimento das entidades regionais (públicas e privadas) no planeamento das instalações-piloto.

Universidade de Évora pioneira na caraterização do potencial de armazenamento geológico em território continental

De acordo com as projeções da Agência Internacional de Energia, as metas do Acordo de Paris e de Desenvolvimento Sustentável implicam a adoção em larga escala das tecnologias CCUS, estimando-se que a sua contribuição situe entre 15% e 25% da redução de emissões necessária para atingir a neutralidade carbónica. Também o Roteiro Nacional de implementação da Tecnologia CCUS reforça a sua importância para que as indústrias nacionais com emissões de processo relevantes atinjam a neutralidade carbónica.

A UÉ, inicialmente através do Centro de Geofísica de Évora e atualmente através do Instituto de Ciências da Terra (ICT) e do Departamento de Geociências, desenvolve investigação nesta área desde 2009, tendo liderado ou participado em praticamente todos os estudos relevantes sobre a tecnologia CCUS realizados em Portugal. Os projetos KTEJO (2009-2010), financiado pelo QREN, e COMET (2009-2012), financiado pelo 7ºPQ, permitiram efetuar a primeira caraterização do potencial de armazenamento geológico em território continental, quer na zona emersa, quer na zona offshore.

O projeto CCS-PT (2014-2015) produziu o Roteiro Nacional para implementação na Captura e Armazenamento de CO2 pela indústria nacional. Para além do PilotSTRATEGY, atualmente estão em curso no ICT dois outros projetos; o InCarbon, financiado pela FCT, e o STRATEGY CCUS, financiado pelo H2020. O projecto InCarbon, desenvolvido em parceria com o LNEG, procura avaliar o potencial de utilização de rochas máficas e ultramáficas na região do Alentejo para o armazenamento de CO2 que possa vir a ser capturado em instalações industriais localizadas no Sul de Portugal. O projeto STRATEGY CCUS, que para além do ICT integra os parceiros nacionais DGEG, CIMPOR e U. NOVA, estuda a implementação da tecnologia em oito zonas promissoras no Sul e Leste da Europa, incluindo a Bacia Lusitaniana em Portugal, na zona entre Setúbal e Figueira da Foz.

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EDIA mantém empreitadas, manutenções e ass

No âmbito da evolução da situação de emergência em Portugal provocada pela pandemia Sars_Cov2, e de acordo com o Plano de Contingência da EDIA, das recomendações da Direção-Geral da Saúde e do Decreto Lei nº 3-A/2021, de 14 de janeiro, a EDIA decidiu encerrar todos os espaços de acesso público, nomeadamente o Centro de Interpretação de Alqueva e o Museu da Luz.

Alqueva

Decidiu, igualmente, restringir o atendimento presencial na sua sede e nos edifícios de apoio à exploração, exigindo a sua marcação prévia e aconselhando os seus clientes a utilizarem o email e o telefone como canais de comunicação preferencial. As equipas operacionais dos perímetros de rega, assim como as de apoio ao cliente, estão disponíveis através dos contactos que se encontram disponíveis nos editais.

Todas as restantes atividades mantêm-se, nomeadamente as empreitadas em curso, os programas de manutenção e a assistência aos clientes.

A EDIA tem a seu cargo o fornecimento de água para rega bem como para reforço do abastecimento público e industrial. Estas medidas visam garantir o regular funcionamento deste serviço essencial para o funcionamento da nossa sociedade. Alqueva não vai parar!

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LEGUCON: Consórcio para as Leguminosas pro

Dia 28 de janeiro acontece o webinar LeguCon 2021, onde especialistas da área irão discutir o valor, obstáculos e vantagens da adesão ao cultivo de leguminosas. O evento será aberto a todos e transmitido via YouTube

Legucon 2021

No projeto LeguCon o objetivo passa por criar um consórcio, promotor do aumento de produção de leguminosas no país, único pela sua vertente participativa e interativa entre ciência e cidadania. O cultivo de leguminosas é a solução ideal quer para produtores que pretendam diversificar as suas explorações agrícolas, adotando assim práticas agrícolas mais sustentáveis, quer para produtores que procuram implementar novas culturas devido, por exemplo, às crises em diferentes setores.

No entanto, um dos maiores impedimentos para esta transição é a falta de formação para a qual oferecemos a solução por via de um programa formativo e da implementação de um sistema agroalimentar mais sustentável. 

Atualmente, os níveis de produção de leguminosas em Portugal são muito baixos, o que faz com que o nosso país seja altamente dependente da importação destes bens. Agora, mais do que nunca, a produção nacional deve ser priorizada e os produtores precisam de estímulos para conseguirem arrancar novas culturas e adotar novas metodologias que até agora não desenvolviam nas suas áreas de produção.

Para além da partilha de conhecimento e da promoção do contacto entre diferentes stakeholders, vamos desenvolver uma experiência participativa para apoiar 6 explorações agrícolas na implementação de leguminosas nos seus terrenos, com um prémio de 2000 € e acompanhamento técnico, desde a sementeira até à colheita.

As inscrições estarão abertas de 28 de janeiro a 28 de fevereiro de 2021. O concurso será direcionado a produtores agrícolas da Região Norte, disponíveis para partilhar o processo da sua colaboração com o projeto através de vídeos, entrevistas, fotografias e organização de ‘dias de campo’. Mais informações aqui. 

Junte-se ao Consórcio de leguminosas.

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