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Notícias:

Ministra da Agricultura intervém em sessão

A Ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, intervém, hoje, dia 6 de maio, a partir das 17h50, por videoconferência, numa sessão de alto nível integrada na Cimeira “European Regions for Smart Communities”.

Agricultura

Esta cimeira, na qual é abordada a introdução de inovação também na Agricultura, é promovida no âmbito da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia, sendo organizada pelo projeto H2020-AURORAL, liderado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, com o apoio da Alentejo Europe Initiative, da Open & Agile Smart Cities (OASC), da ADRAL - Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo e da IrRADIARE Science for Evolution.

17h50           Intervenção na sessão de alto nível | Cimeira “European Regions for Smart Communities”

Assista aqui à transmissão.

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Em Portugal pratica-se uma Agricultura mod

O Eurostat, entidade responsável pelas estatísticas europeias, publicou os últimos dados referentes à venda de produtos fitofarmacêuticos na União Europeia em 2019.

Um conjunto de 18 Estados-membros, onde se inclui Portugal, forneceram dados não confidenciais para todos os principais grupos de fitofarmacêuticos, relativos aos anos de 2011 a 2019, onde se observa que se em 2011 se venderam, nestes estados-membros, 346 149 toneladas de substâncias ativas de fitofarmacêuticos e em 2019 venderam-se 310 739 toneladas, verificando-se, portanto, uma redução de 10,2% em vendas destas soluções em oito anos.

Agricultura

Estes dados não constituem uma surpresa já que no último Relatório do Estado do Ambiente se observava que em Portugal, entre 2007 e 2017, por exemplo, a venda de produtos fitofarmacêuticos por unidade de Superfície Agrícola Utilizada registou uma diminuição de 49%, sem ainda assim comprometer a quantidade, qualidade ou preço dos alimentos. Adicionalmente à comprovada diminuição percentual da quantidade de produtos verificamos também uma diminuição do indicador de risco associado ao uso dos produtos fitofarmacêuticos - Trends in Harmonised Risk Indicators for the European Union | Food Safety (europa.eu)

Os Estados-membros incluídos no último relatório do Eurostat representam 93% do total das vendas de produtos fitofarmacêuticos da União Europeia em 2019, sendo por isso de realçar que de entre os 18, Portugal foi o terceiro país onde se verificou a maior redução de vendas (!).Ao contrário do que se possa pensar, estes dados são reveladores da estratégia implementada pela Indústria desde há muitos anos. Por esta razão congratulamo-nos com as metas que estão a ser alcançadas, dando-nos ainda mais motivação para continuarmos a desenvolver e adotar práticas que vão de encontro às expectativas Económicas, Sociais e Ambientais. Como tal, reafirmamos:

- que não foi preciso o anúncio (só em 2020, note-se) por parte da Comissão Europeia de que, no âmbito do Pacto Ecológico Europeu, pretende reduzir em 50% a utilização de produtos fitofarmacêuticos até 2030, para que todo o sector agrícola faça uma utilização mais responsável e sustentável deste tipo de tecnologia para as suas produções. Apesar de estarmos a ter um aumento da área de olival, amendoal, milho e outras culturas verificamos uma diminuição da quantidade de s.a. vendidas. Isto advém também da tecnicidade que hoje em dia encontramos na agricultura moderna, da formação dos agricultores, técnicos e operadores.

- que a Europa conta com alguns dos procedimentos de autorização de produtos fitofarmacêuticos mais rigorosos do mundo e que a indústria investe todos os anos muitos milhões de euros para formar e capacitar os agricultores para um uso responsável das suas tecnologias;

- que a contínua pesquisa e investimento em mais e melhores soluções por parte da indústria (ex: biopesticidas, biotecnologia e agricultura de precisão), salvaguardando a resposta e adaptação às crescentes exigências de segurança ambiental, humana e animal, permitem a produção de mais alimentos com menos fatores de produção;

- e que o estabelecimento de metas políticas devem levar em linha de conta a realidade de cada Estado-membro, o seu estado de evolução na matéria, e o tempo necessário para a adaptação. Desde 2011 até 2019 foi possível alcançar números muito interessantes, mesmo que a tecnologia permita dar saltos maiores teremos de estabelecer metas que sejam ambiciosas, mas realistas criando condições à sua adopção, pelo que não se pode querer aplicar uma medida one size fits all.

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Estes dados revelam efetivamente que a mudança na agricultura nacional, para uma agricultura mais moderna, tem levado a uma maior racionalização dos fatores de produção. A formação dos agricultores na correta utilização dos produtos fitofarmacêuticos, usando apenas o necessário, tem percorrido, de forma natural, o caminho que nos levará à meta de redução de 50% dos produtos fitofarmacêuticos em 2030, quase alcançada por Portugal em 2020 (43%).

E tudo isto sem pôr em causa a produção nacional, que apesar das limitações impostas pela situação pandémica, nunca parou. Dados do INE revelaram que as exportações de produtos agrícolas, no período de janeiro a outubro de 2020, registaram um aumento de 6,2% face ao período homólogo, enquanto as exportações totais de bens decresceram 11,5%.

Por isso, entendemos que falar de agricultura sustentável é ter a capacidade de olhar para o todo e não só para a parte. Não se pode falar de biodiversidade por via da redução de utilização de produtos fitofarmacêuticos, sem entender a agricultura como um promotor desse mesmo desígnio. É necessário otimizar ferramentas, incentivar e apoiar os agricultores, apostar na formação e no desenvolvimento de alternativas que protegem e promovem a biodiversidade, e para tal a inovação tem de ser uma parte essencial da solução. Preservar não pode nem deve ser sinónimo de eliminar aquilo que nos ajuda a defender e salvar culturas, particularmente quando assistimos a uma crescente gravidade de novas pragas, doenças e infestantes que ameaçam a agricultura portuguesa e a própria saúde pública, muitas delas resultantes da mudança climática e da globalização. O impor destas metas é também não reconhecer o mérito e o esforço que os agentes do sector primário têm tido ao longo destes anos, há lugar para melhoria e desenvolvimento, mas também há que reconhecer o excelente percurso que a Agricultura Portuguesa tem feito ao longo destes últimos anos, anos difíceis do ponto de vista económico e social e onde a agricultura tem demonstrado ser um pilar de recuperação e coesão nacional. 

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Opinião: "Responsabilidade a nossa"

Opinião de Joaquim Reis, Diretor de Vendas Diretas da Repsol

A energia, a ciência e a tecnologia têm desempenhado um papel nevrálgico no desenvolvimento da humanidade. Em Portugal, conseguimos acompanhar os avanços de produtividade da maioria dos países europeus e estamos, hoje, mais bem preparados. Somos mais competitivos e produtivos.

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As atividades do setor primário – que exacerbaram a sua importância durante a pandemia – funcionam como alicerces base em épocas de crise, ao mesmo tempo que contornam todas as obsolescências. Os investimentos em infraestruturas e equipamentos têm sido o apanágio e colhido os seus frutos. Veja-se a agricultura ou a pecuária, espelho da qualidade dos produtos nacionais, que conquistaram novos mercados e são reconhecidas além fronteiras.

Da mesma forma que se respeita a natureza e o meio ambiente, tão ou mais importante nestas atividades primárias, é o respeito pelo esforço dos profissionais que, numa base diária, trabalham para entregar o melhor produto à sociedade. Para que isto se torne realidade, é necessário facultar-lhes as ferramentas necessárias para atingirem altos níveis de performance. Temos consciência dos avultados investimentos em equipamentos que são realizados para aumentar os padrões de produtividade. Um esforço hercúleo que deve ser acompanhado de uma visão de longo-prazo, que salvaguarde os objetivos a atingir.

Todas as atividades precisam do seu combustível, cada um com as suas particularidades e caraterísticas. Pois bem, é com apraz que assumimos esta responsabilidade nestes setores em particular. Indagamos as melhores soluções, as mais inovadoras, por forma a acompanhar as exigências e a velar por processos produtivos mais eficientes, com menores custos de manutenção dos equipamentos.

Através do Repsol Tecnology Lab, logramos disponibilizar ao mercado produtos precursores e inovadores, capazes de agregar valor às várias indústrias, ajudando-as a elevar a qualidade e excelência do dia a dia do negócio. As nossas soluções, devido às suas formulações, para além de muitas outras caraterísticas, mantêm as prestações iniciais dos motores e garantem a sua durabilidade. É com orgulho que, por exemplo, fazemos parte da cadeia de valor do melhor azeite do mundo que chega, todos os dias, às mesas dos portugueses.

Entendemos a importância de trabalhar de maneira integrada e transversal, com o objetivo firme de ser responsável com o meio ambiente, ao mesmo tempo que salvaguardamos as necessidades energéticas dos diferentes públicos. Estes são os princípios que regem o nosso trabalho e que nos permitem oferecer confiança e qualidade, respondendo às máximas exigências dos nossos Clientes.

Atualmente, disponibilizamos o produto energético que melhor serve os interesses e caraterísticas dos diversos setores produtivos, com um incremento constante de componentes renováveis. À medida que caminhamos para a descarbonização da economia, com um itinerário gradual e inclusivo de transição energética, continuaremos a salvaguardar as necessidades energéticas dos profissionais, deixando-lhes a mensagem que, deste lado, têm um verdadeiro parceiro que acompanhará as suas jornadas exigentes, mas tão necessárias.

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STET lança novas escavadoras de rodas CAT®

A STET, enquanto representante oficial e exclusiva da Caterpillar em Portugal e Cabo Verde, e procurando sempre as soluções mais inovadoras e mais avançadas para os seus clientes, oferece agora duas novas escavadoras de rodas CAT® Next Generation, a CAT® M314 e a M318, que garantem maior eficiência, maior conforto e menores custos de operação e manutenção.

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As novas escavadoras de rodas CAT® Next Generation foram atualizadas em termos de design, o que permitiu aumentar a eficiência das máquinas e a redução dos custos operacionais a longo prazo. A CAT® M314 e a M318 são alimentadas pelo motor CAT C4.4, eficiente em termos de combustível, cumprindo inteiramente as normas de emissões da EU Stage V, U.S. EPA Tier 4 Final e Korea Tier 4 Final.

Ambos os modelos garantem economia de combustível até 5%. O modelo M314 possuí um depósito de combustível maior proporcionando assim, um tempo de trabalho maior entre as recargas.

As novas escavadoras CAT® Next Generation são altamente versáteis e concebidas para enfrentar rapidamente uma vasta gama de projetos. Oferecendo até 15% mais potência de rotação sobre a série F, os modelos M314 e a M318 permitem aos operadores completarem rapidamente a tarefa em curso e passarem para a seguinte. Com velocidades de deslocação superiores a 34 km/h (21 mph), são rápidas e eficientes a deslocarem-se de trabalho em trabalho.

PRODUTIVIDADE ALIADA AO CONFORTO

As M314 e M318 vêm de série com a nova e maior cabine do operador da Próxima Geração que oferece uma melhor entrada/saída, aumentando o conforto e a produtividade.

Graças ao design de capô de motor de baixo perfil, grandes janelas dianteiras, traseiras e laterais, e pequenos pilares da cabine, oferecem uma melhor visibilidade para a trincheira e em redor da máquina, melhorando o funcionamento seguro. Câmaras de visão traseira e de visão lateral de série melhoram ainda mais a visibilidade. Os suportes avançados reduzem as vibrações da cabine, o que reduz a fadiga do operador, enquanto os controlos de fácil acesso ajudam a aumentar o conforto de operação.

CABINA DE LUXO E PREMIUM

Os clientes podem optar entre o design de cabina de luxo ou premium. A cabine de luxo possui um assento que é aquecido e ajustável ao ar, enquanto que o assento da cabina premium é aquecido e arrefecido, além de se ajustar automaticamente. Amplo armazenamento por baixo e por trás do assento, em compartimentos e consolas superiores dão aos operadores bastante espaço de arrumação do equipamento.

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A TECNOLOGIA LINK DISPONÍVEL AUMENTA A EFICIÊNCIA

As novas escavadoras de rodas CAT® M314 e M318 são construídas com base na tecnologia padrão do Produto Link™ que fornece localização da máquina, horas, uso de combustível, tempo ocioso, códigos de diagnóstico e outros dados da máquina. As novas ferramentas de diagnóstico remoto disponíveis para a M314 e M318 ajudam a poupar viagens de serviço ao local de trabalho para aumentar a eficiência da manutenção da máquina.

Com o novo Remote Troubleshoot, os técnicos do concessionário realizam testes de diagnóstico à distância sem impacto na produtividade da máquina para detetar potenciais problemas através da análise dos dados da máquina em tempo real, captados pelo Product Link. O Remote Flash funciona em torno do programa de produção da empresa e assegura convenientemente que estas novas escavadoras estão a funcionar com a versão mais atual do software a bordo, de modo a proporcionar um elevado desempenho, máxima eficiência e mínimo tempo de paragem.

MENOR MANUTENÇÃO

Os filtros de longa duração das escavadoras de rodas CAT® M314 e M318 Next Generation oferecem até 10% de poupança em peças de manutenção. O novo filtro de óleo hidráulico proporciona uma filtração melhorada e um intervalo de troca 50% mais longo a 3000 horas de funcionamento para uma manutenção reduzida. A pureza do combustível diesel é melhor protegida através da nova filtragem de combustível de dois níveis das máquinas.

A vida útil do filtro e os intervalos de manutenção são agora convenientemente controlados no monitor de ecrã táctil da cabina, pelo que o tempo de funcionamento da máquina é maximizado.

Mais informações sobre as funcionalidades das novas escavadoras CAT® Next Generation em: http://bit.ly/STET-NovasEscavadorasDeRodas Ou contacte: STET (800 206 707) 

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Mercadona e CAP assinam protocolo único d

Mercadona e a CAP assinaram um protocolo de colaboração único e diferenciador entre dois dos elos fundamentais da cadeia de valor: o Setor Primário e a Distribuição. Ressaltando a importância do Setor Agroalimentar português na Sociedade, ambas as entidades pretendem dinamizar a produção nacional portuguesa reconhecendo o trabalho diário de milhares de agricultores nacionais.

Mercadona

A Mercadona, consciente do papel estratégico e fundamental que desempenha no desenvolvimento da economia, considera o Setor Primário nacional como um motor de crescimento, quer para a empresa quer para o país. Comprando atualmente a 300 fornecedores comerciais nacionais, a empresa continua a apostar em manter relações de compromisso a longo prazo, conseguindo ao longo destes anos gerar sinergias e construir uma cadeia agroalimentar sustentável, eficiente, moderna e diferenciadora, que seja benéfica para todos os elos.

Em 2020 a Mercadona comprou produtos no valor de 208 milhões de euros a 300 fornecedores comerciais nacionais, representando um aumento superior a 65%, relativamente a 2019.

Desde 2016, ano em que a empresa chegou a Portugal, o volume de compras teve um aumento de 400%, sendo que muitos destes produtos são exportados, ajudando os fornecedores a crescer juntamente com a Mercadona. Trata-se de uma procura constante de fornecedores especialistas para oferecer ao “Chefe” (cliente) produtos com a máxima qualidade a preços imbatíveis, estabelecendo uma relação de ganhar-ganhar com os seus fornecedores, de forma que esta seja duradoura e de longo prazo. Esta interação, permite aos fornecedores da Mercadona focarem-se no crescimento, investimento, produtividade, inovação e planificação conjunta, conseguindo que os produtos sejam desenvolvidos com o foco na satisfação das necessidades do “Chefe”, num trabalho conjunto de troca de informações entre o Retalho – em contacto com o cliente – e o Setor Primário – na produção.

A CAP é uma organização socioprofissional agrícola que agrupa cerca de 250 organizações de todo o país, entre as quais Federações, Adegas e Associações Regionais correspondentes às principais zonas agrícolas de Portugal. A CAP mantém ainda, um contacto permanente com todas as suas filiais de maneira a auscultar os problemas e desafios do Setor, lutar pelos interesses da agricultura portuguesa no País e na Europa, defendendo condições laborais dignas e de qualidade para todos.

Esta colaboração única entre a CAP e a Mercadona tem como desígnio realizar um trabalho conjunto entre o Setor Primário e o Retalho, o que permitirá a ambas as partes desenvolver um projeto comum, fruto do desenvolvimento da Cadeia Agroalimentar Sustentável da Mercadona, baseado na estabilidade, produtividade e diálogo, com o objetivo de promover o crescimento partilhado e sustentável. Além disso, este acordo engloba a realização de jornadas, seminários, encontros e outros eventos nos quais se debatam e exponham temas e questões relacionadas com toda a Cadeia Agroalimentar nacional.

Luís Mira, Secretário Geral da CAP destaca que: «A Mercadona é uma entidade que valoriza, de forma séria e consistente, a produção nacional, estabelecendo relações de estabilidade e previsibilidade com os agentes económicos do setor privado, isto é, com os produtores. Esta forma de relacionamento, com respeito, equilíbrio, e com vincadas preocupações de sustentabilidade, tem aceitação por parte da CAP e reconhecimento neste protocolo. Acreditamos que o modo como a Mercadona se relaciona com os seus fornecedores do setor agro é correto e transparente, indutor de confiança, e é o modo que permite, efetivamente, contribuir para o desenvolvimento virtuoso da produção nacional».

Pedro Barraco, Diretor de Relação com o Setor Primário da Mercadona Portugal, refere que: «Esta colaboração é de extrema importância para nós, pois o conhecimento da CAP sobre o Setor Primário permitirá à Mercadona continuar com o trabalho, já em curso na empresa desde há vários anos, de impulsionar o seu projeto de Cadeia Agroalimentar Sustentável. Além disso, o nosso objetivo é continuar a trabalhar com fornecedores portugueses fazendo com que estes cresçam ao nosso lado. Em 2021 vamos continuar com o nosso plano de expansão em Portugal e, com a CAP como parceira, queremos dar a conhecer à Sociedade o que de melhor se produz em território nacional».

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ESAC e ISEC desenvolvem aplicação para cal

Uma equipa interdisciplinar de investigadores, liderada pelos docentes Raúl Salas-González, da Escola Superior Agrária (ESAC) e Mateus Mendes, do Instituto Superior de Engenharia (ISEC), do Politécnico de Coimbra, desenvolveu uma aplicação para estimar o volume das árvores através de um método expedito e não destrutivo.

árvores

De forma a contornar as limitações associadas aos métodos tradicionais de inventário florestal, que implicam um conhecimento especializado, a utilização de instrumentos específicos, e a realização de um extenso trabalho de campo, tornando-os muito onerosos e levando a uma baixa taxa de utilização prática, a equipa de investigadores, que é composta pelos docentes da ESAC, Beatriz Fidalgo e Raúl Salas, pelos docentes do ISEC, Mateus Mendes e João Coelho e pelos docentes do Departamento de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores da Universidade de Coimbra, Paulo Coimbra e Manuel Crisóstomo, desenvolveu uma aplicação que pode ser carregada num telemóvel ou num tablet, e que permite, a partir do tratamento digital de imagens (fotografias) das árvores, efetuar o cálculo do volume do tronco. Para além de se tratar de um método não-destrutivo, não exige a utilização de equipamento de medição especializado, e é expedito, já que permite rapidamente a obtenção da estimativa do volume das árvores.

Esta solução vem dar resposta a um problema prático, que assume ainda maior relevância se tivermos em conta que a maioria da área florestal em Portugal está na posse de pequenos proprietários privados, os quais estimam frequentemente de forma visual o volume em pé dos seus povoamentos, sem efetuar quaisquer medições das árvores, conduzindo evidentemente a uma menor precisão da estimativa do volume que irão comercializar.

Embora ainda numa fase experimental, o trabalho desenvolvido até ao momento já permite estimar o volume em pé de povoamentos reais de Pinus nigra (Pinheiro larício), com erros na estimativa do volume comparáveis aos que se verificam nos métodos tradicionais de medição.

Pretende-se continuar a desenvolver e aperfeiçoar o software e metodologia, assim como estender a sua utilização a outras espécies com interesse florestal.

Os resultados desta primeira fase experimental foram publicados na revista Symmetry e estão disponíveis neste link.

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AJAP lança inquérito para diagnosticar nec

A AJAP - Associação dos Jovens Agricultores de Portugal lançou um inquérito online para identificar as necessidades de qualificação e capacitação dos Jovens Agricultores e dos Jovens Empresários Rurais, visando o desenvolvimento da plataforma Laboratório Vivo da Agricultura 4.0.

laboratório 4.0

Destinado a atuais e potenciais empresários do setor agrícola e dos territórios rurais, o questionário estará ativo até 9 de maio e pode ser preenchido aqui

O Laboratório Vivo da Agricultura 4.0 é um projeto da AJAP para promover a capacitação e competitividade dos Jovens Agricultores e dos Jovens Empresários Rurais através da partilha e disseminação de conhecimento técnico e inovador. Materializa-se numa plataforma online inédita onde será possível participar em ações de qualificação e aceder a informação relevante sobre produção, transformação, comercialização e mercados.

A primeira fase deste projeto, apoiado pelo Portugal 2020 no âmbito do COMPETE 2020 - Programa Operacional Competitividade e Internacionalização, consiste na realização de um Estudo e Plano de Ação, que contempla o inquérito agora lançado.

«O objetivo deste questionário é realizar um diagnóstico estratégico ao sector Agro-Pecuário no contexto do Laboratório Vivo da Agricultura 4.0. Pretendemos também identificar as barreiras à entrada, os fatores críticos de sucesso e as necessidades de qualificação do sector. Por último, objetivamos recolher contributos sobre as áreas de competência a desenvolver através da plataforma digital», diz Firmino Cordeiro, diretor-geral da AJAP.

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Mundo Rural manifesta-se "Por uma alimenta

Campanha de fake news gera indignação no setor agroalimentar.

Organizações ligadas à Alimentação e ao Mundo Rural repudiam as inverdades sobre o agroalimentar e condenam a campanha de rumores sobre uma área de atividade que é indispensável, suporta a sustentabilidade ambiental de Portugal, alimenta os portugueses e é um dos maiores contribuintes para o equilíbrio da balança comercial do país.

Agricultura

Pese embora a resiliência e contributo dos setores agrícola, pecuário e agroalimentar para manter o abastecimento de alimentos em Portugal - indispensáveis, durante os confinamentos inerentes à pandemia, superando todas as dificuldades para os colocar à mesa dos portugueses -, estes setores têm vindo a ser alvo de campanhas difamatórias que, como tal, faltam à verdade e chegam mesmo a transmitir informação contraditória à ação das entidades fiscalizadoras nacionais.

As organizações signatárias consideram que não existem setores sustentáveis e setores insustentáveis, mas sim práticas comerciais sustentáveis e outras não sustentáveis. Para clarificar o debate e torná-lo adequado ao propósito de melhoria contínua e de uma abordagem menos divisionista, os setores agrícola, pecuário e agroalimentar unem-se para dar aos cidadãos a correta informação sobre estas atividades em Portugal, contribuindo, assim, para que possam fazer uma escolha livre, informada e consciente no que respeita às suas opções alimentares.

A emissão de informações propositadamente desequilibradas e ofensivas, sem verificação dos factos, motivam estas organizações ligadas à Alimentação e ao Mundo Rural a assinar o manifesto “Por uma alimentação consciente em Portugal” no qual esclarecem as responsabilidades e contributos dos setores em causa para o aquecimento global, a emissão de gases de efeitos de estufa (GEE), a contaminação ambiental, a saúde e bem-estar animal, o impacto na floresta e o bem-estar social.

Relativamente ao Aquecimento Global e à emissão de GEE o Manifesto esclarece que, segundo o Plano Nacional de Energia e Clima 2030 (PNEC 2030), documento do Ministério do Ambiente, a agricultura é responsável unicamente por 10% das emissões nacionais de GEE e por isso lhe atribui uma redução de apenas 11% até 2030 face a 2005. O Manifesto refere igualmente, usando dados da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), que considerados os setores agroflorestal e pecuário, cuja propriedade está concentrada nos mesmos agentes económicos, as emissões são inferiores a 1% e que, segundo o PNEC 2030, a agricultura em Portugal é responsável por apenas 3% do consumo energético nacional. Além disto, uma análise científica do impacto destas atividades inclui considerar o contributo das pastagens para a diminuição do risco de fogos rurais prestado pela pastorícia e atestado pela Agência para a Gestão Integrada de Fogos Florestais (AGIF) no Plano Nacional de Ação de combate a fogos rurais. No que respeita à contaminação ambiental, no Manifesto “Por uma Alimentação Consciente em Portugal” as entidades signatárias referem que, numa década, o país reduziu o uso de fitofármacos em 43%, sendo o Estado-Membro da UE que apresenta uma maior redução da utilização destes produtos.

No que concerne à saúde e bem-estar animal, realça-se que a carne nacional provém de animais que não utilizam promotores de crescimento, situação que seria ilegal, e que as práticas nacionais promovem o bem-estar animal.

No que respeita ao risco de desflorestação, o texto assinado pelas entidades explica que em Portugal não há desflorestação e termina referindo o contributo dos setores para a economia nacional, para a criação de emprego e para o equilíbrio da balança comercial portuguesa. São expostos dados do INE que registam 7,5 mil milhões de euros em exportações, refere-se que em 2020 o agroalimentar foi o único setor que, em plena pandemia, conseguiu aumentar as exportações nacionais em 6,7% e revela-se que os setores signatários criam mais de 314 000 postos de trabalho diretos, ou seja, mais de 6% do emprego do país.

  

Signatários da iniciativa:

ANEB, ANIL, ANIPLA, ANSEME, APED, APEZ, APIC, APIFVET, CAP, CIP/FIPA, CONFAFRI/FENAPECUARIA, FILPORC, FPAS, IACA, OMV, PLATAFORMA SOCIEDADE ANIMAIS

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