Artigos

A Diabetes

.
O que é a diabetes? A diabetes mellitus é uma doença que se caracteriza por hiperglicémia crónica, ou seja, o nível de açúcar no sangue (glicémia) está aumentado (hiperglicémia), devido a uma perturbação no funcionamento da hormona insulina. O Pâncreas produz uma hormona, a insulina, que tem a função de manter os níveis de glicose em valores adequados na circulação. É a insulina que facilita a entrada da glicose, em circulação nas células que a vão utilizar na produção de energia para o seu funcionamento. Se a insulina não existe ou não funciona, a glicose mantém-se no sangue e resulta em hiperglicémia. Esta perturbação tem 2 formas distintas e porisso há 2 tipos de diabetes: tipo I, que se chama vulgarmente diabetes insulino-dependente e tipo II, que se chama vulgarmente diabetes não-insulino-dependente.

Tipos de diabetes Na diabetes tipo I, é a forma mais rara (a sua forma juvenil é inferior a 10% do total) e atinge na maioria das vezes crianças ou jovens, podendo também aparecer em adultos e até em idosos. O que acontece é uma falta de insulina devido a uma lesão nas células do pâncreas que a produzem: as células ß dos ilhéus de Langerhans. Geralmente essa lesão dá-se porque o sistema imunitário do indivíduo reage contra essas células, destruindo-as. Estas pessoas com Diabetes necessitam de terapêutica com insulina para toda a vida porque o pâncreas deixa de a poder fabricar. A causa desta Diabetes do tipo 1 é, pois, a falta de insulina e não está directamente relacionada com hábitos de vida, ou de alimentação errados, ao contrário do que acontece na diabetes tipo II Na diabetes tipo II, o que acontece é que as células não respondem ou respondem mal à insulina, diz-se que têm resistência à insulina. Geralmente existe uma predisposição genética para essa resistência (por isso há predisposição para desenvolver diabetes se houver diabéticos na família). A obesidade está intimamente relacionada com a diabetes. A redução do peso contribui, nestas situações, de uma forma muito sensível para o controlo da glicemia. Mesmo uma pequena diminuição do peso tem reflexos benéficos na glicemia. As pessoas com diabetes tipo 2 têm frequentemente insulinorresistência. O excesso de gordura, sobretudo abdominal, contribui para este facto e, consequentemente, para o aumento da glicemia. A diabetes gestacional, ocorre durante a gravidez. Esta forma de diabetes surge em grávidas que não tinham Diabetes antes da gravidez. Habitualmente, desaparece quando esta termina. Contudo, muitas destas grávidas com Diabetes virão a ser, mais tarde, pessoas com Diabetes do tipo II se não forem tomadas medidas de prevenção. A Diabetes Gestacional é detectada pela Prova de O´Sullivan em que é doseada a glucose em jejum e após a ingestão de solução glucosada com 50g de glucose (que não deve exceder 140 mg/dl) e, se não for detectada através destas, e a hiperglicémia corrigida com dieta e, por vezes com insulina, a gravidez pode complicar-se para a mãe e para a criança. São vulgares os bebés com mais de 4 kg à nascença e a necessidade de cesariana na altura do parto. Há outras causas que têm origem em mutações genéticas e outras bastante mais raras de Diabetes como por exemplo, doenças do pâncreas como alguns tumores e a pancreatite provocada pelo álcool.

Os sintomas típicos Quando a glicemia é muito elevada, podem existir sintomas típicos. • Urinar em grande quantidade e mais vezes - POLIÚRIA • Sede constante e intensa - POLIDÍPSIA • Fome constante e difícil de saciar - POLIFAGIA • Sensação de boca seca - XEROSTOMIA • Fadiga • Comichão (prurido) no corpo (sobretudo ao nível dos órgãos genitais) • Visão turva Na criança e no jovem aos sintomas referidos acrescenta-se: Emagrecimento rápido, apesar de comer muito, fadiga com dores musculares, dores de cabeça com náuseas e vómitos. Com estes sintomas, o diagnóstico de diabetes deve ser rápido, seguido de tratamento com insulina, para evitar coma Diabético. O que é que pode acontecer a quem tem diabetes? A glicose em excesso no sangue faz com que se formem agregados deste açúcar que são tóxicos para as células e faz com que as proteínas se liguem também a esses açúcares, prejudicando o seu funcionamento normal. Assim vão existir várias complicações a nível de vários órgãos, nomeadamente nos vasos e nos nervos. O diabético tem alterações vasculares no rim (que podem levar a insuficiência renal) e na retina (que podem levar a cegueira) e tem tendência aumentada para a aterosclerose, ou seja, a doença dos vasos que faz com que eles fiquem mais estreitos e dê origem a enfartes de vários órgãos, desde o coração até ao cérebro (AVC isquémico). O diabético tem também alterações dos nervos e deixa de sentir a maior parte das dores (pode não se aperceber que teve um enfarte do miocárdio, por exemplo). A complicação mais frequente desta alteração nervosa é o "pé-diabético". O que acontece é que o diabético não sente os traumatismos no pé e pode andar com feridas enormes sem dar por isso. As feridas infectam e têm dificuldade em cicatrizar e muitas vezes é necessário proceder a amputações para que a infecção não chegue ao sangue (septicémia) e provoque a morte (por choque séptico).

O que deve fazer todo o diabético para evitar complicações • Procure atingir o seu peso ideal. Este é o «tratamento» mais importante para todos os que não necessitam de insulina. • Pratique exercício físico regularmente, depois de uma fase inicial, três vezes por semana durante 20 minutos sem parar (exercício aeróbio). Por exemplo: piscina, andar a pé em ritmo de marcha, praticar ginástica de manutenção, etc. • Na alimentação, redução de: açucares, gorduras saturadas, principalmente animais, sal e álcool e aumento de hidratos de carbono complexos (arroz, massa, cereais, etc.) fibras, legumes, frutas e peixe • Não fume. • Vigie bem a sua Diabetes - Através do controlo do peso, da urina (fitas para glucose e acetona), do sangue (fitas para glicemia de sangue obtido por picada de um dedo), seguindo cuidadosamente os conselhos do seu médico e fazendo periódicamente análises ao sangue e urina e outros exames. • Tenha a sua Tensão Arterial controlada. • Tenha os seus níveis de Colesterol e Triglicéridos dentro dos parâmetros da normalidade. • Cuide dos seus pés. • Redução de stress.

Como é que se trata a diabetes? A diabetes trata-se de 2 formas, com:

Antidiabéticos orais Insulina injectáv Geralmente os diabéticos tipo I têm pouca insulina e por isso têm de tomar insulina injectável, desde muito novos. Os diabéticos tipo II costumam ter insulina suficiente, por isso não precisam de tomar insulina, mas ela não funciona, por isso, dão-se os antidiabéticos orais que facilitam a acção da insulina nas células.

O que é ter a Diabetes controlada? O melhor modo de saber se um diabético tem a diabetes controlada é efectuar testes de glicemia capilar (picada no dedo - ver "açúcar no sangue") diariamente e várias vezes ao dia, porque variam ao longo dele e até de dia para dia. Se os valores estiverem dentro dos limites (em jejum e depois das refeições) dentro dos limites estabelecidos pelo médico.

Infelizmente, nem sempre é possível efectuar estes testes. Há ainda alguns diabéticos que fazem determinação de glicosúria (fita na urina - ver "açúcar na urina") mas este é um método mais falível (nem sempre ter muito açúcar na urina significa ter muito açúcar no sangue e o contrário também é verdadeiro). O diabético deve discutir com o seu médico a importância e o significado destes testes.

Para medir a concentração de açúcar no sangue obtém-se uma amostra de sangue do doente, que deverá estar em jejum pelo menos 8 horas antes do exame, podendo-se também obter depois de comer. É normal um certo grau de elevação dos valores do açúcar no sangue depois de comer, mas mesmo assim os valores não deverão ser muito elevados. Pode ser diabético: Se tiver uma glicémia ocasional de 200 mg/dl ou superior com sintomas; Se tiver uma glicémia em jejum (8 horas) de 126 mg/dl ou superior em duas ocasiões separadas num curto espaço de tempo.

Prova de tolerância Oral à glucose (PTGO). Há outro tipo de exames laboratoriais ao sangue, chamado Prova de Tolerância à Glicose Oral (PTGO), que se realiza no Laboratório, em certos casos, em adultos, em jejum e após a ingestão de 75 g de glucose com colheitas aos 30, 60, 120, 180 minutos. Quando se suspeita que uma mulher grávida, após a prova de O`Sullivan (acima referida), em que o resultado após 1 hora da toma de 50g de solução glucosada dá superior a 140 mg/dl, a PTGO é efectuada em jejum e após a toma de solução de 100g de glucose com colheitas aos 60, 120 e 180 minutos.

O que é a hemoglobina A1c (HbA1c) É uma análise fundamental na monitorização do diabético, idealmente doseada de 3 em 3 meses. Permite dosear a glucose que está ligada à hemoglobina no interior dos glóbulos vermelhos. Como a vida média destes em circulação é de 3 meses, esta análises permite avaliar o comportamento dos últimos 2 a 3 meses. Portanto pode saber-se se a compensação da sua diabetes, necessita de uma correcção no seu tratamento.

A esta hemoglobina dá-se o nome de glicohemoglobina ou hemoglobina glicosilada ou ainda hemoglobina A1c. Quanto mais açúcar existe no sangue, mais glóbulos vermelhos têm glucose ligada à sua hemoglobina e maior será o valor da glicohemoglobina. Portanto a análise da hemoglobina A1c pode dar-nos uma ideia de quais os valores de "açúcar" no sangue (glicémia) nas últimas semanas. Embora existam vários métodos de análise, a maioria (no caso do Laboratório Lamartine) tem um valor de normalidade entre 4,0 e 6,0%. Isto significa que as pessoas que não têm diabetes têm açúcar ligado a 4 a 6% da sua hemoglobina.

Nesta escala um diabético bem compensado da sua diabetes tem uma hemoglobina A1c de 6 a 7%. Uma pessoa com uma diabetes não diagnosticada ou não tratada pode ter uma glicohemoglobina superior a 10% ou mesmo valores superiores a 15%.

A maioria dos médicos usa o valor de 8% como o valor acima do qual é necessário agir para corrigir o tratamento da diabetes. É então imprescindível verificar o seu esquema de tratamento, usando sempre as glicemias como orientação. Modificar o regime alimentar ou a sua actividade física, modificar o esquema de insulinoterapia, modificar os antidiabéticos orais, ou seja, fazer uma revisão do seu tratamento da diabetes. Se tem valores superiores a 8% é necessário um ajuste na sua terapêutica.

Em situações mais particulares a frequência de determinação pode variar, assim como os objectivos a atingir. Na gravidez o controlo ainda é mais rígido. Nas crianças e nos idosos não se consegue ser tão rigoroso, sendo o perigo de hipoglicémias mais grave nestes dois grupos etários. Embora indispensável a uma boa vigilância da compensação da diabetes, a hemoglobina A1c não substitui a determinação das glicemias capilares em casa. São estes valores da glicemia que lhe permitem ajustar a dose de insulina no dia-a-dia ou corrigir outros aspectos do tratamento.

A hemoglobina A1c é só uma reavaliação, uma revisão da monitorização que já ocorreu porque o doseamento da glucose é a medição do "açúcar" no momento actual da medição.

Formas de Prevenção Um estilo de vida saudável com dieta equilibrada, não aumentar de peso e praticar exercício regularmente. No caso do doente diabético, a educação é a melhor forma de prevenção. A diabetes é uma situação perpétua, dinâmica e variável. Assim, o diabético tem de conhecer a sua doença: causas, efeitos e riscos imediatos e a longo prazo. A educação tem por objectivo treinar alguém na prática de um novo comportamento até que este se torne habitual, isto é, até à criação do hábito. Tem de ser adaptada à situação clínica e ao diabético a quem se dirige (grávida, idoso, etc.).

Os grandes eixos da educação do diabético reportam-se à alimentação (correcto regime alimentar), à autovigilância (peso, glicemias diárias, auto-observação dos pés, etc.), à higiene corporal (cuidados com as unhas, com o calçado, etc.), à tomada de consciência para os sinais de alarme das complicações agudas (hipoglicémia, acidose diabética) e forma de actuar, e à gestão da medicação.

Para mais informações consulte o site: www.apdp.pt

A Diabetes



Tiróide

.
O que é a tiróide? É uma glândula de secreção endócrina, i.e. produz hormonas tiroideias na circulação sanguínea.

Onde se encontra? A glândula tiroideia localiza-se no pescoço por baixo da "maçã de Adão" tem a forma semelhante a uma borboleta e é constituída por dois lobos, direito e esquerdo, unidos por uma porção central chamado istmo, Cada lobo tem 4 cm de comprimento e 1 a 2 de largura.

O que faz a tiróide? Produz e liberta para a circulação sanguínea triiodotironina (T3) e tiroxina (T4) Para que servem as hormonas tiroideias? São essenciais à vida e exercem vários efeitos a nível de metabolismo, crescimento e desenvolvimento do organismo. Contribuem para a regulação da temperatura corporal, da frequência cardíaca, pressão arterial, funcionamento intestinal, controlo do peso, estados de humor entre outras funções. O sangue transporta-as a todas as células do corpo influenciando o seu metabolismo.

Como é regulada a tiróide?

É controlada por duas hormonas produzidas noutros órgãos. • Hipófise – glândula localizada na base do cérebro, que pro- duz a TSH. • Hipotálamo – a porção do cérebro imediatamente acima da Hipófise, que produz a TRH. A hipófise e o hipotálamo são uma espécie de sensores, sem- síveis ao nível de hormonas tiroideias em circulação. Se os Níveis de T3 e TSH forem baixos, o hipotálamo liberta TRH que estimula a produção de TSH pela hipófise. Os níveis aumen- tados de TSH, por sua vez estimula a tiróide a produzir mais hormona tiroideia, de forma a restabelecer os níveis normais.

Se ao contrário os níveis de hormonas tiroideias excederem os valores normais, o hipotálamo e a hipófise diminuem a li- bertação de TRH e TSH respectivamente, de forma a diminu- ir a produção de T3 e T4 pela tiróide. As 3 glândulas e as hormonas por elas produzidas, constitu- em o que se designa por Eixo Hipotálamo-Hipófise-Tiroide.

Como se avalia a actividade da tiróide? Pelos sintomas e pelo exame físico, o médico tem uma ideia da actividade da glândula. De qualquer forma é através de exames laboratoriais que se confirma a função tiroideia. Para tal é necessário efectuar uma colheita de sangue para dosear a T3, T4 e TSH. Como surge uma doença da tiróide? São muito comuns mas mais frequentes nas mulheres que nos homens: • Hipertiroidismo: sempre que há excesso de hormonas da tiroideias; • Hipotiroidismo: quando há deficiência de hormonas tiroideias; • Doenças autoimunes: são causadas por anticorpos dirigidos contra a glândula da tiróide, que podem estimular ou destruir a glândula. Ex. doença de Graves (causa de hipertiroidismo) e a tiroidite de Hashimoto; • Bócio; quando a glândula está globalmente aumentada de tamanho; • Nódulos: podem ser únicos ou múltiplos. HIPERTIROIDISMOOcorre quando a glândula tiróide produz hormonas em excesso. As hormonas tiroideias controlam quase todas as funções do seu organismo e a sua velocidade de funcionamento. Quando há um excesso destas hormonas, o seu organismo está "acelerado" o mal-estar é evidente e o tratamento é urgente. Quais são as causas do hipertiroidismo? Podem ser várias. Doença de Grave - É uma alteração em que há aumento do volume da tiróide (bócio), hipertiroidismo e, por vezes edema dos tecidos periorbitários que podem causar alterações da visão. É mais frequente nas mulheres que nos homens e pode ser familiar. Nódulo Tóxico - quando a tiróide apresenta um único nódulo que produz mais hormonas que o necessário para o funcionamento normal do organismo. Bócio multinodular tóxico - A tiróide apresenta-se mais volumosa (bócio)com vários nódulos que podem produzir excesso de hormonas. Tiroidite subaguda - Após uma infecção vírica a tiróide torna-se mais volumosa e dolorosa e liberta para o sangue uma grande quantidade de hormonas que tinha armazenadas. Não há um verdadeiro aumento de produção, e portanto, o hipertiroidismo é auto-limitado. Excesso de hormona tiroideia – Os doentes que fazem tratamento com hormona tiroideia (levotiroxina) podem desenvolver hipertiroidismo se a dose desta se tornar excessiva. Por isso, a função tiroideia deve ser periodicamente vigiada e a dose periodicamente ajustada Ingestão excessiva de iodo – Algumas medicações contém iodo (ex. solução de lugol, amiodarona, contrastes de RX...) que em certas situações pode estimular a tiróide e causar um hipertiroidismo. Quais são os sinais e sintomas? Quando o diagnóstico é feito geralmente está presente um bócio (aumento de volume da tiróide que se pode acompanhar de: Palpitações, aumento da frequência cardíaca (> 100 por minuto); Nervosismo, ansiedade, irritabilidade, insónia; Tremor das mãos; Perda de peso apesar de apetite aumentado; Hipersudorese e intolerância ao calor; Queda de cabelo, pele fina alteração das unhas; Diarreia; Diminuição do fluxo menstrual e irregularidades menstruais; Fraqueza muscular nos ombros, braços ou coxas; Olhar vivo, fixo e/ou olhos proeminentes, visão dupla (na Doença de Graves). Como é diagnosticado? Quando há uma suspeita clínica, pode ser realizada uma análise ao sangue onde é doseada a TSH – a hormona da hipófise que estimula a tiróide e que no hipertiroidismo está diminuída e a T3 e T4 – hormonas da tiróide que no hipertiroidismo circulam em excesso no sangue. Posteriormente poderão ser necessários outros exames para conhecer a causa: determinação de anticorpos, cintigrafia da tiróide ou ecografia. Qual o tratamento? Há 3 tipos de tratamento e o seu médico poderá explicar-lhe os riscos e benefícios de cada um. O objectivo é terminar com a produção excessiva de hormonas da tiróide. Fármacos anti-tiroideios: Em Portugal há fármacos que actuam diminuindo a produção de hormonas da tiróide. Alguns doentes conseguem uma remissão de hipertiroidismo com um tratamento prolongado (12-18 meses) embora noutros apenas se consiga um controlo provisório. Podem ter alguns efeitos laterais (reacções cutâneas, alterações hepáticas, redução de glóbulos brancos) e o seu uso deve ser vigiado e controlado por um Endocrinologista. Iodo radioactivo: Resulta numa resolução definitiva do hipertiroidismo. É administrado por via oral (geralmente em cápsulas) e ao entrar na célula da tiróide destrói-a. O seu efeito máximo é notado 3- 6 meses após a administração. Ocasionalmente o hipertiroidismo mantêm-se e é necessária uma segunda dose. Mais frequentemente resulta num hipotiroidismo (glândula menos activa) e é preciso ficar a tomar hormona tiroideia de substituição. A dose exacta de iodo para se conseguir uma função tiroideia normal é difícil de calcular. É utilizado há muito tempo e não tem complicações importantes. Tratamento cirúrgico: Em alguns casos é necessário remover cirurgicamente parte (nódulo tóxico) ou toda a glândula (doença de Graves ou Bócio multinodular tóxico) Se a remoção for completa surge o hipotiroidismo e é necessário tomar hormona tiroideia para o resto da vida. Outros tratamentos: Fármacos do grupo dos bloqueadores beta-adrenérgicos podem ser utilizados para controlar os sintomas de hipertiroidismo enquanto os outros tratamentos se tornam efectivos. HIPERTIROIDISMO

É uma condição em que as hormonas da tiróide estão em quantidade insuficiente no sangue compromentendo o normal funcionamento do organismo.

Quais são as causas? Existe muitas razões pelas quais a tiróide deixa de funcionar adequadamente, nas pessoas com hipotiroidismo as mais frequentes são: Doença autoimune: É a causa mais comum em adultos. Nesta condição as defesas do organismo deixam de reconhecer a tiróide como fazendo parte do corpo e atacam-na como se fosse uma entidade estranha. À medida que vai sendo lesada, a tiróide deixa de ter capacidade para libertar hormonas, em quantidade suficiente estabelecendo-se o hipotiroidismo. Falta ou excesso de iodo: Para produzir hormonas a tiróide necessita de iodo em quantidades adequadas. O iodo é fornecido pelos alimentos. Quando em níveis insuficientes ou excessivos pode alterar a função da tiróide. Cirurgia prévia: Algumas doenças da tiróide requerem uma cirurgia para remoção total ou parcial da glândula. Se a remoção for completa ou o volume restante for pequeno, não haverá produção dos níveis normais de hormonas; Medicamentos: Fármacos como a amiodarona, lítio ou interferão. Radiações: Pessoas submetidas a tratamentos com radiações para doenças da tiróide ou outras da cabeça ou pescoço podem desenvolver hipotiroidismo.

Quais são os sintomas?

Uma vez que as hormonas da tiróide actuam na generalidade dos órgãos, os sintomas (que não são exclusivos desta doença) são variados e incluem: Aumento da sensibilidade ao frio; Fadiga; Cansaço fácil; Obstipação; Pele seca, cabelo fino e quebradiço; Irregularidades menstruais; Ligeiro aumento de peso (retenção de líquidos); Mialgias e parestésias Diagnóstico O diagnóstico definitivo baseia-se no doseamento no sangue das hormonas da tiróide, e da TSH hormona que regula o funcionamento da tiróide, e que é produzida noutra glândula, na hipófise, que se localiza no interior do cérebro. Tratamento Consiste na administração da hormona da tiróide na forma de L-tiroxina (T4), de forma a fornecer ao organismo a quantidade de hormonas que o organismo se tornou incapaz de produzir. Seguimento A maioria dos casos de hipotiroidismo são definitivos, não tendo cura. No entanto, desde que o tratamento seja bem realizado, as pessoas não terão quaisquer sinais ou sintomas. A dose de L-T4 adequada pode variar ao longo do tempo na mesma pessoa, o que obriga a que o seguimento seja continuado para ajustar a posologia.

NÓDULOS DA TIROIDE A tiróide é uma glândula que todos temos e se localiza no pescoço. Por vezes pode estar aumentada de volume de forma difusa – bócio simples ou pode ter nódulos – bócio nodular.

Porque aparecem? A maioria das vezes desconhece-se a causa. Algumas causas conhecidas: Deficiência de iodo; Alguns medicamentos: amiodarona, lítio,....

Determinados químicos; Radioterapia da cabeça ou do pescoço;

Causas genéticas.Nódulo único Os nódulos da tiróide são muito mais frequentes nas mulheres do que nos homens. Os nódulos com menos de 1 cm, não têm importância clínica, necessitando apenas controlo anual. Nos nódulos com mais de 1 cm é conveniente a realização de uma citologia aspirativa com agulha fina para verificar que não existe cancro da tiróide, que constitui uma minoria das situações (cerca de 5%).Nódulos múltiplos ou bócio multinodular Se forem grandes podem dar algum desconforto ou sensação de compressão a nível cervical. Nessa situação pode ser necessário cirurgia, ou sempre que a citologia for suspeita. Que exames devem ser feitos? Colheita de sangue para avaliar os níveis das hormonas tiroideias: Se estiverem aumentados pode tratar-se de um ou mais nódulos a trabalhar em excesso.

Ecografia da tiróide: É um exame indolor que nos permite avaliar a morfologia da glândula, isto é, o seu tamanho, a existência de nódulos e se estes são sólidos ou líquidos. Não nos indica se o nódulo é benigno ou maligno.

Citologia com agulha fina: Recolha das células do nódulo para estudo microscópico.

Cintigrafia da tiróide: só deverá ser efectuado em algumas situações particulares. Tipos de nódulos

Benignos: podem ser quistos, nódulos, coloides, adenomas.... Malignos: - Cancro é uma palavra com uma forte carga emotiva; - A maioria dos cancros da tiróide não tem a gravidade dos outros cancros e têm um comportamento "quase benigno". - O tratamento é cirúrgico e por vezes é necessário tratamento com iodo radioactivo. - A vigilância deve ser para o resto da vida

Tiróide

Vídeo Pdf

Colesterol

,
A sua importância reside no facto de se tratar de um importante factor de risco de problemas cardiovasculares.

A moda deste tema tem a ver com a elevada frequência com que ocorrem ataques cardíacos e tromboses venosas (AVC) o que nos obriga a conhecer os nossos níveis sanguíneos.

O que é?

É um tipo de gordura no sangue transportada a todas as células do organismo indispensável ao desenvolvimento das paredes celulares e outras importantes funções. Predomina em alimentos de origem animal como a carne, leite queijo, manteiga e ovo. Apesar de essencial, quantidades elevadas são nocivas à saúde porque se depositam no interior dos vasos sanguíneos, estreitando a passagem e reduzindo o fluxo sanguíneo como consequente risco de ataque cardíaco.

Causas para valores elevados Se tiver um valor superior a 190 mg/dl saiba que tem um risco maior de problemas cardíacos. Pessoas magras com alimentação correcta e praticantes de desporto, jovens ou idosos também podem ter colesterol elevado porque existe predisposição genética. Alimentação: Devem ser evitadas gorduras saturadas de origem animal. Há especialistas que defendem que problemas cardiovasculares são 50% de hambúrguer e queijo e 50% de causa genética, pelo que nos compete zelar pela primeira parte.

Peso: Se for elevado para o seu caso individual é um factor que tende a provocar um aumento no nível de colesterol.

Exercício: A prática regular de exercício físico permite que o colesterol HDL (Bom colesterol) suba e que o colesterol LDL (Mau colesterol) desça. Antes do seu início não se esqueça de consultar o seu médico.

Hereditariedade: A herança genética pode determinar uma tendência de colesterol elevado.

Idade e sexo: Habitualmente apenas depois dos 20 anos de idade o colesterol começa a elevar-se em ambos os sexos, contudo para a mesma idade, as mulheres têm valores inferiores aos dos homens até à menopausa, após a qual os níveis de colesterol tendem a elevar-se.

CONTROLO DO COLESTEROL

Segundo a Sociedade Portuguesa de Aterosclerose, todas as pessoas com mais de 20 anos devem fazer análises ao colesterol, pelo menos, cada três a cinco anos. Dependendo do risco de doença cardíaca, o médico poderá recomendar-lhe que faça um controlo mais regular. Uma simples análise ao sangue é suficiente, para que fique a saber qual é exactamente o seu nível de colesterol total e de que forma está relacionado com o seu estado de saúde em geral.

Os níveis considerados ideais inclusive como valores a atingir com objectivos terapêuticos são os seguintes valores lipídicos:

Colesterol total <190 mg/dl

Colesterol-LDL <115 mg/dl

Triglicéridos <180 mg/dl (com excepção dos diabéticos e dos obesos, em que se pretendem valores <150 mg/dl)

Colesterol-HDL >45 mg/dl

Colesterol total/Colesterol-HDL (índice aterogénico) <5

O que é o índice aterogénico? O índice aterogénico = Colesterol total

colesterol-HDL

Ao receber os resultados da análise ao colesterol, o médico poderá indicar-lhe o seu índice aterogénico, que pode ser calculado se dividirmos o colesterol total pelo colesterol-HDL; o valor, idealmente, é <5.

Apesar de ser interessante saber qual é o índice, a American Heart Association recomenda vivamente que cada valor seja conhecido separadamente. Certifique-se de que solicita ao seu médico os valores de colesterol total, LDL e HDL, individualmente, sempre que tiver de fazer análises ao colesterol.

Prevenção primária das doenças cardiovasculares

Dosear o colesterol total, colesterol HDL e colesterol LDL. O controlo do colesterol tem como objectivo primário, em pessoas sem factores de risco de doença cardiovascular, ou apenas com um factor de risco, manter o LDL inferior a 160mg/dl. Se existirem dois factores de risco, ou mais, o valor do LDL deve ser inferior a 130mg/d.

São objectivos secundários manter o HDL superior a 35mg/dl e os triglicéridos abaixo de 200mg/dl.

É necessário: · Interrogar sobre, factores de risco, incluindo os hábitos alimentares

· Dosear o colesterol total e o HDL em adultos com mais de 20 anos. Se normal determinar, pelo menos, de 5 em 5 anos.

· Aconselhar toda população a: comer poucas gorduras (≤30% de gorduras <10% de saturadas; <300mg e colesterol); controlar o peso; manter actividade física regular.

· Se o colesterol total for ≥ 240mg/dl, ou ≥ 200mg/dl ou ainda se o HDL for <35mg/dl, ou se o cociente colesterol total/HDL ≤ 5. Avaliar o LDL.

Constituem factores de risco, os seguintes: · Sexo masculino, mais de 45 anos

· Sexo feminino, mais de 55 anos, ou mulheres pós-menopausa

· Hipertensão Arterial

· Diabetes.

· Tabagismo.

· História familiar de doença coronária em membros do primeiro grau (se homem com idade abaixo dos 55 anos e mulheres com menos de 65 anos)

· Valores de HDL ≤ 35mg. Quando o HDL for ≥ 60mg/dl, considera-se que o número de factores de risco podem ser reduzidos em um do seu total (por exemplo se 4 passam-se a considerar 3).

Medidas Preventivas ou Farmacológicas: LDL – Superior a 160 com nenhum ou um só factor de risco. Se acima de 130 com dois, ou mais, factores de risco deve-se: reduzir ainda mais as gorduras alimentares (para valores inferiores a 30% de gorduras, abaixo de 7% a saturadas e menos 200mg de 200mg de colesterol); controlar o peso. Nota-se os exames de função hepática e da tiroideia e o ácido úrico se encontram elevados no sangue, o nível do colesterol LDL pode encontrar-se aumentado

LDL – Se acima de 160 e se existem dois factores de risco, ou se superior a 190, ou ainda se mais de 220 em homens (de idade inferior a 30 anos) ou em mulheres pré-menopausicas, a terapêutica medicamentosa deve ser, muito provavelmente, associada de acordo com o médico assistente.

HDL – Se tiver valor abaixo de 35mg/dl, há que: reforçar a importância de controlar o peso; manter actividade física regular; deixar de fumar. Quando o doente tem dois, ou mais, factores de risco e o LDL também está elevado deve também ser considerada terapêutica medicamentosa.

Siga os conselhos do seu médico. A adesão às medidas terapêuticas e/ou às medicamentosas são essenciais para manutenção da sua saúde cardiovascular.

Adaptado de Task Force ou Risk Reduction. 1997

Colesterol



Próstata

.
PSA – ANTIGÉNIO ESPECÍFICO DA PRÓSTATA

O cancro da próstata é o tumor mais comum entre os homens. Este cancro desenvolve-se em geral muito lentamente e provoca distúrbios só tardiamente, quando se torna volumoso e faz pressão sobre a uretra, provocando incontinência e dificuldade de micção. É raro que o cancro da próstata surja antes dos 40 anos, e o risco aumenta com a idade. Também com a idade o comportamento da doença tem tendência para se modificar, justificando que as terapêuticas indicadas sejam diferentes e adaptadas à circunstância específica.

Actualmente pensa-se que a mortalidade provocada pelo cancro da próstata pode ser diminuída pelo tratamento do cancro localizado, diagnosticado em fase precoce, pelo que se aconselha o doseamento do PSA e a realização do toque rectal nos homens de 45-50 a 70 anos, mesmo que assintomáticos mas devidamente informados quer dos benefícios quer dos riscos.

PROSTATA ONDE ESTÁ E QUAL A SUA FUNÇÃO? A próstata é uma glândula do tamanho de uma bola de golfe onde se forma e armazena um fluído viscoso que dá mobilidade aos espermatozóides, fazendo parte do sémen que que é libertado durante a ejaculação. O PSA está concentrado no tecido prostático é normalmente o valor de PSA no soro é muito baixo. Quando há doenças prostáticas, altera-se a arquitectura da próstata pelo que se dá um aumento de PSA na circulação geral. Localiza-se no abdómen inferior, na base do pénis, atrás da bexiga, em frente ao recto envolvendo a uretra.

Sistema Reprodutivo Masculino. The Atlas of the Human Body, The American Medical Association, 1998

TODAS AS DOENÇAS DA PRÓSTATA SÃO MALIGNAS? Infecção ou prostatite: Infecção da glândula que se manifesta por dificuldade em urinar, ardor ou dor à micção, febra e má disposição, por vezes de aparecimento repentino que obriga a terapêutica com antibióticos. Por vezes este é o primeiro sinal de doença prostática

Hipertrofia benigna da próstata (HBP): É uma patologia frequente a partir dos 50 anos. É uma doença benigna que se traduz em diminuição do jacto urinário, micções frequentes e escassas de dia e de noite, urgência em urinar por vezes com dificuldade em iniciar a micção ou até retenção urinária (impossibilidade de urinar) sendo necessário recurso à algaliação por vezes fica a sensação de que não se consegue esvaziar a bexiga completamente. É uma doença frequente, benigna, que pode ser tratada pela medicação ou cirurgia.

Cancro da próstata: surge sem nenhum sintoma e pode ser detectado em associação com um quadro de HBP ou porque numa análise de rotina foi revelado um valor elevado de PSA ou

porque o toque rectal sugeriu uma biopsia prostática. Os sintomas confundem-se com os anteriores podendo haver dor na micção eventualmente acompanhada de sangue, por vezes na ejaculação. Pode surgir a impotência. Como os sintomas se confundem nas patologias da próstata, consulte o médico. Quando as perturbações urinárias aparecem o volume do tumor é já significativo. Quanto maior for o volume do tumor mais difícil será a cura, donde a importância de uma despistagem precoce. A partir de uma certa dimensão, o tumor invade tecidos vizinhos e dá lugar ao aparecimento de metástases que se expandem por todo o organismo, sobretudo nos ossos, mas também no fígado e nos pulmões.

O QUE É O CANCRO DA PRÓSTATA? É uma proliferação descontrolada de células da próstata, que invade tecidos paralelos ou espalham-se pelo corpo. A sua evolução é lenta e silenciosa, sem sintomas aparentes durante muito tempo.

O CANCRO DA PROSTATA PODE SER PREVENIDO? Pensa-se que a dieta e o estilo de vida possam ter acção preventiva. Uma alimentação rica em antioxidantes, vitaminas A, D. E e K que podem ser encontrados na dieta mediterrânica (pão, cereais, fruta, cenoura, espinafres, melancia, alho e cebola), tomate cozinhado e vinho tinto parecem ter algum papel protector. O diagnóstico precoce, como em qualquer doença oncológica aumenta o sucesso terapêutico

O QUE PODE PROVOCAR O CANCRO DA PRÓSTATA? Não existem certezas contudo têm-se estabelecido relações significativas com o tabagismo, alimentação, o comportamento sexual e ainda factores genéticos. Há estudos que indicam predisposição à doença causada pela exposição ao cádmio ou dieta rica em gordura.

COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO DA PRÓSTATA? O diagnóstico é estabelecido com base no toque rectal, PSA e biopsia prostática. Outros exames podem ser realizados se o médico solicitar.

O QUE É O PSA? É a sigla de Antigénio Específico da Próstata que é uma glicoproteína secretada pelas células epiteliais da próstata com a finalidade de liquefazer o coágulo seminal formado após a ejaculação, permitindo a movimentação dos espermatozóides.

COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO DDEFINITICO DO CANCRO DA PRÓSTATA? Pelo estudo histológico da biopsia do tecido da próstata.

QUAL É A UTILIDADE DO PSA? A FDA aprovou o PSA juntamente com o toque rectal para promover a detecção precoce do cancro da próstata em homens de 45 anos ou mais de idade.

A utilidade diagnostica é ande num contexto clínico (sinais, sintomas, toque rectal e com provas imagiológicas (ecografia próstática) detectar precocemente o cancro da próstata, tendo sempre presente que não evita a realização de biopsia prostática para o diagnóstico. O PSA é também utilizado na monitorização da progressão do cancro prostático e é um dos testes mais importantes para avaliar o sucesso da prostatéctomia cirúrgica, para medir o tecido próstático residual e detectar a recorrência de cancro da próstata o mais rápido possível. O PSA é considerado um bom marcador do cancro da próstata porque a sua sensibilidade e especificidade são consideradas satisfatórias pela comunidade científica e por se tratar de um exame laboratorial, confortável e económico que aliado ao toque rectal, ambos não invasivos, e que constituem uma dupla indispensável no rastreio destas patologias.

QUAL A IMPORTÂNCIA CLÍNICA DA DETERMINAÇÃO REGULAR DO PSA? A determinação regular dos níveis de PSA permite a detecção precoce de cancro da prostata mesmo antes de ocorrer metástase, ie, enquanto está confinado ao órgão. Nesta situação a hipótese de cura é enorme porque o tumor pode ser totalmente erradicado pela prostatéctomia. Esta regularidade permite ainda melhorar a possibilidade de encontrar outras doenças prostáticas.

EM QUE SITUAÇÕES O PSA PODE ESTAR ELEVADO NO SANGUE? O PSA é específico para próstata, mas não para o cancro de próstata. Portanto um PSA acima do limite superior do valor de referência não é sinónimo de cancro. O PSA pode estar elevado em outros problemas relacionados com a próstata: • Hiperplasia benigna da próstata; • Inflamação da próstata (prostatite, infecções urinárias) relacionados com a próstata; • Obstrucção urinária (prostatismo, estenose da uretra) • Cancro da próstata No entanto, PSA também pode estar elevado nas seguintes condições: • Depois de andar de bicicleta; • Após o toque rectal, razão pela qual a colheita de sangue para dosagem do PSA deve ser pelo menos 10 dias depois; • 24h imediatas que seguem uma ejaculação. • Hábitos sexuais (relação anal)

DEPOIS DE MASSAGEM PROSTÁTICA OU EJACULAÇÃO, QUANTO TEMPO SE DEVE ESPERAR PARA DOSEAR O PSA? Pelo menos 24 horas.

QUAIS OS NÍVEIS SANGUÍNEOS DE PSA CONSIDERADOS NORMAIS? Depende da idade. Acima de 4 ng/dl o resultado é considerado anormal mas como o valor aumenta com a idade, entre os 70 a 80 anos o limiteé de 6,3 ng/dl. Um valor superior a 4 ng/dl o risco traduz-se numa malignidade apenas de 5%, mas acima de 10 ng/dl a suspeita aumenta bastante sendo necessário recurso a outros exames.

QUAIS SÃO AS LIMITAÇÕES DO TESTE? Existem falsos positivos, com valores de PSA aumentados, em situações que não significam cancro da próstata como descrevemos atrás. Em cerca de 10% dos casos de cancro da próstata o PSA não está elevado. No entanto quanto mais elevado for o valor, existe maior a probabilidade de se tratar de cancro da próstata.

QUAL A IDADE IDEAL PARA INICIAR A DETERMINAÇÃO DE PSA NO SANGUE? A Sociedade Americana de Cancro recomenda para detecção precoce de cancro da próstata, exame de Toque Rectal e PSA sanguíneo, anualmente, a partir de 45-50 anos. Quem tiver história familiar (pai, irmão, tio, avô) ou seja de raça negra, é aconselhável a partir de 40 anos.

QUAIS SÃO OS MELHORES MÉTODOS PARA DETECÇÃO PRECOCE DO CANCRO DA PRÓSTATA? A combinação do exame de Toque Rectal e a determinação de PSA é o procedimento mais seguro porque algumas vezes o exame de Toque Rectal esta normal e o PSA anormal ou vice-versa. A combinação do PSA com Toque Rectal e ultrasonografia transrectal tem sensibilidade de 97,5%. No estado inicial, 30% dos homens com tumor maligno da próstata, podem ter o PS normal, sem sintomatologia. No entanto geralmente nestes caos o nódulo já é palpável ao Toque Rectal. Para confirmação do diagnóstico é feita a biopsia.

O QUE É O PSA LIVRE E COMPLEXADO? No sangue além do PSA total existe o PSA livre. A maior parte circula unido a proteínas inibidoras (alfa-1-antitripsina e alfa-2-macroglobulina) e ainda na forma livre. Normalmente o PSA é produzido pelas células epiteliais da próstata e libertado no líquido seminal onde atinge elevadas concentrações. Aqui exerce a sua função e apenas uma pequena concentração de PSA atinge a circulação geral devido à existência de barreiras. Na presença de cancro, são provocadas disrupções da barreira, a acção das enzimas proteolíticas é menor, logo a percentagem de PSA que circula sob a forma livre é menor. No caso de situações prostáticas benignas existe mais PSA livre na circulação sanguínea, enquanto que as células prostáticas cancerosas produzem 10 vezes mais PSA do que as normais e sob a forma complexada.

QUANDO É INDICADO A DETERMINAÇÃO DA RELAÇÃO PSA livre OU COMPLEXADO/PSA TOTAL? Quando a concentração de PSA está entre 4 a 10 ng/dl, e como o risco d encontrar cancro de próstata neste intervalo é de 20%. A determinação das formas de PSA (livre e/ou complexado) quando o PSA total está no referido intervalo, melhora a diferenciação entre cancro da próstata de outras situações clínicas como a hiperplasia benigna da próstata (HBP). Em conclusão a determinação desta relação serve para evitar biopsias desnecessárias.

QUAIS AS VANTAGENS DO PSA COMPLEXADO? Em casos de malignidade, a maior proporção do total de PSA está sob a forma complexada. O PSA complexado provou ser clinicamente e analiticamente efectivo podendo substituir completamente o PSA total como marcador tumoral no diagnóstico precoce do cancro da próstata em conjunto com o Toque Rectal. O PSA complexado apresenta como vantagens em relação ao PSA livre não estar sujeito a variações resultantes de manipulações prostáticas e de ser muito estável, isto é, os níveis séricos não sofrem declíneo com o tempo nem temperatura.

QUAL O PROCEDIMENTO QUANDO O NÍVEL DE PSA FOR ELEVADO? Não interprete um valor elevado de PSA sérico como a prova absoluta de cancro da próstata. Um resultado positivo significa apenas que há problemas na saúde da sua próstata, que pode não ser severa e portanto requer novos exames. Portanto um valor elevado de PSA deve ser discutido com o seu médico. Existem inúmeras razões possíveis para uma elevação dos níveis de PSA que foram citados atrás. Não existindo outros indicadores que sugiram cancro, o médico pode recomendar a repetição regular do Toque Rectal e o doseamento de PSA para avaliar quaisquer alterações. Na suspeita de cancro da próstata, só a realização de uma biopsia pode confirmar a suspeita.

QUE TERAPÊUTICAS SE PODEM USAR NO CANCRO DA PRÓSTATA? Existem basicamente as seguintes alternativas:

Cirurgia: prostatectomia, que consiste na ressecção da próstata;

Radioterapia que inclui duas modalidades: Radioterapia externa: aplicação de radiações a partir de uma fonte externa (é a radioterapia mais utilizada na generalidade das situações, que não o cancro da próstata);

Braquiterapia ou "sementes" como muitas vezes são designados pequenos fragmentos de material emissor de radiações que são introduzidos na própria próstata.

Hormonoterapia: utilização de agentes farmacológicos que antagonizam o efeito estimulante dos androgénios. Estes são hormonas sexuais masculinas (testosterona) cuja acção leva ao crescimento do cancro da próstata. Antagonizando-se os androgénios consegue-se uma inibição do desenvolvimento do cancro da próstata.

Quimioterapia: nalgumas situações pode também estar indicado o uso de quimioter

QUAL A TERAPÊUTICA MAIS ADEQUADA? A indicação da terapêutica mais adequada deverá ser estabelecida pelo médico tendo em conta: O tipo de tumor (incluindo o score de Gleason); O estadio da doença; A idade do doente; As preferências do doente, nomeadamente tendo em consideração os possíveis efeitos secundários decorrentes de cada uma das opções terapêuticas e que serão detalhadas pelo médico. Não esquecer que uma possibilidade terapêutica realista poderá ser, mesmo, a ausência de qualquer terapêutica, como no caso de um doente mais idoso com doença mais limitada e não sintomática.

Próstata



Intolerância à Lactose

.
Intolerância à Lactose A intolerância à lactose é a condição que se refere aos sintomas decorrentes da má digestão da lactose.

Esta situação ocorre quando o organismo não produz lactase suficiente, uma enzima que tem como função dividir a lactose nos seus componentes mais simples, permitindo a sua absorção para a corrente sanguínea. Quando esta deficiência se verifica, a lactose permanece “inteira” no intestino, causando desconforto abdominal, dor, diarreia, náuseas, flatulência e/ou inchaço abdominal. • O que é a intolerância à lactose? A intolerância à lactose refere-se aos sintomas decorrentes da presença de lactose mal digerida no intestino. Para digerirmos a lactose necessitamos de uma enzima – a lactase – que tem a função de dividir a lactose nos seus componentes mais simples (glicose e galactose), permitindo a sua absorção para a corrente sanguínea.

Quando o organismo não produz lactase suficiente (baixa produção de lactase e/ou deficiência da lactase), a lactose permanece “inteira” no intestino, podendo causar sintomas de desconforto abdominal, como dor, diarreia, náuseas, flatulência e/ou inchaço abdominal. A deficiência de lactase raramente é total por isso, os que têm uma digestão limitada da lactose podem ou não experienciar os sintomas da intolerância.

• O que é a lactose? A lactose é um hidrato de carbono, mais especificamente um dissacarídeo, que é composto por dois monossacarídeos: a glicose e a galactose. A lactose é o único hidrato de carbono do leite e é exclusiva desse alimento, porque apenas é produzida nas glândulas mamárias dos mamíferos: no leite humano representa cerca de 7,2% e no leite de vaca cerca de 4,7%. Para ser absorvida, a lactose tem de ser dividida em glicose e galactose e, por isso, todos os mamíferos produzem uma enzima que tem essa função – a lactase. • O que é a lactase? A lactase é uma proteína com atividade enzimática que é produzida na mucosa intestinal, na zona superficial das microvilosidades do intestino delgado. A sua localização superficial torna-a vulnerável a qualquer agressão à mucosa intestinal, podendo deixar de ser produzida temporariamente até à recuperação da mucosa ou permanentemente se a lesão for irreversível. • Como se processa a digestão da lactose Para ser absorvida, a lactose precisa de ser hidrolisada no intestino por uma enzima específica

– a lactase. Esta hidrólise não é mais do que a separação da lactose em componentes mais pequenos: a glicose e a galactose. Estes são absorvidos directamente para a corrente sanguínea e desempenham papéis distintos no organismo: a glicose é utilizada como fonte de energia e a galactose torna-se um componente de glicolípidos e glicoproteínas. Se a lactose não for digerida – separada nos seus componentes mais pequenos – permanece inteira no intestino sem ser absorvida para a corrente sanguínea, o que pode provocar a a drenagem de água para o lúmen intestinal, que por sua vez resulta em diarreia. Simultaneamente, a lactose inteira é fermentada por bactérias da flora intestinal do intestino grosso que produzem gás e ácidos orgânicos, podendo gerar sintomas de dor, inchaço e flatulência, distensão abdominal, náuseas e vómitos.

• Tipos de intolerância à lactose Existem três tipos de intolerância à lactose: - Intolerância à lactose primária, resultado do envelhecimento. É comum em pessoas de idade mais avançada - Intolerância à lactose secundária, resultado de alguma doença ou ferimento - Intolerância à lactose congénita, quando a pessoa já nasceu com o problema. As causas para a intolerância à lactose variam de acordo com o seu tipo: Intolerância à lactose primária Durante a infância, o corpo produz muita enzima lactase, pois o leite é a fonte primária de nutrição após o nascimento. Geralmente, o corpo diminui a quantidade de lactase produzida conforme a pessoa vai envelhecendo e sua dieta variando, com o acréscimo de novos tipos de alimentos. Com o tempo, esse declínio na produção de lactase pode levar a um quadro de intolerância à lactose. Intolerância à lactose secundária Este tipo de intolerância ocorre quando o intestino delgado deixa de produzir a quantidade normal de lactase por causa de alguma doença, cirurgia ou injúria. Algumas condições que podem levar a um quadro de intolerância à lactose secundária são a doença celíaca, gastroenterite e a doença de Crohn, por exemplo. O tratamento da condição intrínseca a esse tipo de intolerância pode resolver o problema. Intolerância à lactose congénita É possível, embora raro, que bebes nasçam com intolerância à lactose por causa da deficiência total de lactase no organismo. Essa é conhecida como herança autossómica recessiva e é passada de geração em geração. Isso significa que tanto o pai quanto a mãe precisam transmitir o gene da intolerância à lactose para o filho para que ele apresente o problema. Nos países do norte da europa existe uma baixa prevalência de intolerância à lactose (10 a 15%), é maior nos países mediterrânicos (cerca de 50%) e muito alta em povos africanos e asiáticos (superior a 90%). • Como é que a intolerância à lactose é diagnosticada? A intolerância à lactose é difícil de diagnosticar apenas com base em sintomas. Algumas pessoas podem considerar-se intolerantes à lactose porque têm sintomas digestivos e, na realidade, não o ser. Para o equívoco contribuem outros factores que podem determinar os sintomas, nomeadamente, outras condições clínicas e fatores de ordem social e cultural. A lactase é a enzima produzida pela mucosa intestinal cuja produção persiste durante a vida adulta em algumas pessoas e em outras não. A principal variante genética responsável por esta característica na população europeia foi identificada em 2002. Trata-se da mutação 13910 T/C no promotor do gene da lactase. Essa mutação faz com que o gene permaneça ativo após a suspensão da lactação. Assim, os portadores desta variação são tolerantes à lactose devido à persistência da produção da enzima que a degrada. Os indivíduos que não produzem a enzima lactase, após a suspensão da lactação, são intolerantes a lactose e apresentam sintomas, principalmente intestinais, quando ingerem leite ou outros produtos que contenham lactose. A investigação desta condição normalmente inclui uma ou mais provas funcionais, como teste oral de intolerância à lactose ou teste de hidrogénio expirado. Nestes testes o paciente ingere uma determinada quantidade de lactose e o aumento na glicemia ou de hidrogénio expirado é acompanhado durante algumas horas. A elevação da glicemia menor que 20 mg/dL e expiração de hidrogénio maior que 20 ppm pode indicar deficiência da enzima lactase. Um inconveniente é que os pacientes intolerantes à lactose podem apresentar os sintomas até mesmo durante os testes. Atualmente realizam-se estudos moleculares do gene da lactase, localizado na região 2q21 porque o dito gene apresenta um polimorfismo (13910) associado com a intolerância da lactose, que permite um novo enfoque mais simples e fiável: - 13910 T/T: associado à persistência da atividade da lactase; - 13910 T/C: associado à persistência da atividade da lactase (atividade diminuída em 50%); - 13910 R/C: associado à não persistência da atividade da lactase (atividade diminuída em 90%). O teste genético para tolerância à lactose apresenta uma alta correlação com as provas funcionais. Além do mais, uma pesquisa bibliográfica revela que os estudos disponíveis que compararam o teste genético com a prova funcional, concluem que o teste genético tem 79% de sensibilidade e 83% especificidade. Pode assim concluir-se que este exame pode predizer com alta probabilidade se um indivíduo é tolerante à lactose ou não. Desta forma, é considerado uma ferramenta complementar às provas funcionais, e de suma importância na triagem e diagnóstico diferencial da condição. Alguns protocolos sugerem que o teste genético seja realizado antes da prova funcional, que pode até mesmo ser dispensada diante de um paciente de ascendência europeia, com sintomas de intolerância, e um genótipo R/C. Além disso, é preciso ressaltar que o teste é recomendado apenas para indivíduos com idade superior a doze anos de idade. Pois, a partir desta idade garante-se que os efeitos da presença ou ausência da mutação não serão mascarados pela expressão normal da lactase na infância. • Leite: Alergia ou Intolerância? Intolerância ao leite (lactose) não é o mesmo que alergia ao leite, mas muitas vezes os termos alergia e intolerância são confundidos e utilizados para descrever a mesma situação. É importante saber distingui-los porque têm origens e efeitos diferentes e, consequentemente, requerem cuidados diferentes. A alergia é uma reação adversa do organismo que envolve o sistema imunitário; a intolerância é uma reação adversa do organismo que não envolve o sistema imunitário, sendo a mais comum a intolerância à lactose. A alergia às proteínas do leite de vaca (PLV) é mais comum na infância, quando o sistema imunitário é imaturo e mais susceptível aos antigénios alimentares. Os sintomas podem ser cólicas, vómitos, diarreia ou obstipação, dermatite atópica, inchaço nos lábios ou pálpebras, nariz entupido, tosse, entre outros. Na presença de qualquer um destes sintomas, consulte o pediatra para obter um diagnóstico seguro e um acompanhamento adequado. O prognóstico a longo prazo da alergia às PLV é positivo, sendo que 80-90% das crianças adquirem naturalmente tolerância às proteínas do leite até aos 5 anos de idade. • As crianças podem ser intolerantes à lactose? As crianças pequenas geralmente não são intolerantes à lactose, mas podem precisar de evitar os produtos lácteos devido à alergia à proteína do leite de vaca, que ocorre em até 5% dos bebés e crianças pequenas. A alergia ao leite de vaca é uma alergia à proteína que existe no leite e envolve o sistema imunitário. Este tipo de alergia é totalmente diferente da intolerância à lactose (açúcar do leite), que acontece quando o organismo não consegue digerir a lactose. É preciso ressaltar que o teste é recomendado apenas para indivíduos com idade superior a doze anos de idade pois, a partir desta idade garante-se que os efeitos da presença ou ausência da mutação não serão mascarados pela expressão normal da lactase na infância. • Como se trata a intolerância à lactose? A intolerância à lactose pode ser tratada de forma simples, embora a actividade da lactase não possa ser restituída. Nos casos de deficiência de lactose secundária, a recuperação da actividade da lactase depende do tratamento da causa subjacente. Os sintomas de intolerância à lactose podem ser eliminados com a redução ou eliminação da ingestão de lactose, consoante o grau de intolerância. • Onde se encontra a lactose? Leite e derivados como iogurte, queijo. Os derivados contêm um teor de lactose menor que o leite, variável consoante o seu processamento. Outros alimentos poderão ser fonte de lactose, por isso, deve sempre confirmar a presença/ ausência de lactose na lista de ingredientes. Estes são alguns exemplos: - Gelados - Cereais de pequeno-almoço - Alimentos ou refeições pré-cozinhados - Margarina - Maionese - Molhos - Bolachas - Bolos e doces - Frutas de conserva - Batatas fritas comerciais - Sopas instantâneas - Enchidos, salames, salsichas industriais - Xaropes e antibióticos líquidos - Preparados vitamínicos e minerais • Importância do leite na intolerância à lactose O leite é o alimento que fornece naturalmente maior quantidade de lactose, por isso, pessoas com deficiência de lactase podem ter sintomas de intolerância à lactose após o seu consumo. É fundamental ter em conta que o leite é uma excelente fonte de proteínas de alto valor biológico, vitaminas e minerais como o cálcio, entre outros nutrientes e, como tal, deve ser consumido diariamente como parte de uma alimentação saudável. Para além disso, os intolerantes à lactose podem conseguir digerir quantidades variáveis de leite e produtos lácteos sem sintomas, consoante o grau de intolerância. O não consumo de leite pode causar carências nutricionais com impacto na saúde, como levar à deficiência de cálcio, vitamina D, riboflavina e também de proteína. A eliminação destes alimentos pode ter um efeito negativo no aporte nutricional, sobretudo em fases de crescimento como a infância e adolescência, em que as necessidades nutricionais são elevadas, o que pode acarretar um quadro de desnutrição e perda de peso. Talvez seja necessário encontrar novas maneiras de acrescentar cálcio à sua dieta (são necessários 1.200 a 1.500 mg de cálcio por dia): - Tomar suplementos de cálcio - Comer alimentos que tenham mais cálcio (folhas verdes, ostras, sardinhas, salmão enlatado, camarão e brócolos) • Tratamento e alternativas ao leite normal Não existem tratamentos para a intolerância à lactose. Geralmente, a diminuição ou a remoção de produtos lácteos da dieta melhora os sintomas da intolerância à lactose. Mas você pode adicionar enzimas lactase ao leite normal ou tomá-las em forma de cápsulas. A maioria das pessoas com baixos níveis de lactase pode tolerar de 55 a 115 gramas de leite de uma só vez (até meia chávena) sem ter sintomas. Quantidades superiores (225 gramas) podem causar problemas para pessoas com deficiência de lactase. Esses produtos lácteos podem ser mais fáceis de digerir: - Manteiga e queijos (eles têm menos lactose do que o leite) - Produtos lácteos fermentados, como iogurte - Leite de cabra (deve ser ingerido juntamente com as refeições e suplementado com - aminoácidos essenciais e vitaminas se for oferecido a crianças) - Sorvete, milk-shakes e queijos envelhecidos ou duros - Leite e produtos lácteos sem lactose - Leite de vaca tratado com lactase para crianças maiores e adultos - Fórmula de soja para crianças com menos de dois anos Leia os rótulos dos alimentos. A lactose também é encontrada em alguns produtos não lácteos, inclusive em algumas cervejas. Há no mercado produtos com 0% lactose, constituída por leites e iogurtes sem lactose, que mantêm o sabor dos lácteos. Também existem produtos com teor reduzido de lactose: leite com redução de 80% da lactose, com garantia da sua riqueza nutricional e o sabor do leite e é indicado para crianças e adultos com baixa tolerância à lactose.

Intolerância à Lactose



Recomendações para o Frio

.
A exposição ao frio pode ter consequências graves para a saúde. Os problemas de saúde directamente associados ao frio mais comuns são o enregelamento e a hipotermia. O frio é também responsável pelo agravamento de doenças, particularmente, cardíacas e respiratórias.

Os grupos mais vulneráveis ao frio são:

Bebés e pessoas idosas - Muito susceptíveis: não têm grande percepção das alterações de temperatura, isto é, não sentem muito frio no Inverno, tal como não sentem muito calor no Verão.

Estão também particularmente em risco as pessoas que: - Têm doenças crónicas, em especial cardíacas, vasculares, respiratórias, reumáticas, diabetes e doenças da tiróide; - Têm perturbações da memória, problemas de saúde mental, alcoolismo, ou demência; - Tomam certos medicamentos como psicotrópicos ou anti-inflamatórios; - Têm redução da mobilidade; - Têm dificuldades na realização das actividades da vida diária; - Estão mais isoladas; - Estão em situação de exclusão social.

Tenha em atenção as recomendações gerais para o frio. Saiba como pode prevenir-se e actuar em situações de muito frio. Recomendações gerais

No domicílio - Antes do Inverno, verifique os equipamentos de aquecimento da sua casa; - Se tiver lareira mande limpar a chaminé, se necessário; - Mantenha a casa arejada, abrindo um pouco a janela/porta para evitar acumulação de gases; - Calafete janelas e portas para evitar a entrada de ar frio e a saída do calor acumulado; - NÃO use fogareiro a carvão; - Mantenha a temperatura da sua casa entre os 19 ºC e os 22ºC: instale um termómetro em local visível; - No caso de prever-se a aproximação de um período de grande frio ou neve forte, faça as suas compras alimentares e outras que cheguem para um período de 2 a 3 dias para evitar ter de sair de casa; - Verifique ainda a necessidade de botijas de gás suplementares; - Verifique se tem medicamentos suficientes; - Evite dormir/descansar muito perto do aquecimento; - Não fique descalço no chão frio ou molhado por muito tempo; - Promova boa circulação de ar, principalmente durante a noite, não fechando completamente os aposentos mas evitando correntes de ar frio; - Poupe energia: desligue os aparelhos eléctricos quando não estiver em casa; - Utilize-os de forma criteriosa devido ao risco de sobrecarga do quadro; - A utilização de botijas de água quente deve ser feita sempre sob vigilância para evitar o risco de queimadura,

Vestuário - Cubra as extremidades (mãos, pés, cabeça); - Use roupas folgadas e calçado adequados à temperatura ambiente, protegendo as extremidades; - Não use roupas justas: dificultam a circulação sanguínea; - Use várias camadas de roupa em vez de uma única muito grossa; - Use roupas de algodão e fibras naturais.

Cuidados de higiene - Mantenha a higiene pessoal; - Tome banho com água morna: água muito quente remove a camada protectora natural da pele; - Mantenha a pele hidratada: hidrate todo o corpo não esquecendo mãos, pés, cara e lábios; - Quando tomar banho, embrulhe-se na toalha e/ou tenha a sala aquecida; - Aumente a capacidade de enfrentar o frio, através da exposição controlada ao frio, utilizando duches frios inicialmente rápidos, após o banho quente. Depois aumente o tempo de banho frio, à medida que for se acostumando.

Alimentação - Coma com mais frequência: encurte as horas entre as refeições; - Coma mesmo que não sinta muita fome, em especial sopas e bebidas quentes (leite, chá); - Se a sua saúde o permitir, inclua na sua alimentação alimentos calóricos como chocolates, azeite, frutos secos; - Evite bebidas alcoólicas – causam aquecimento mas provocam vasodilatação com perda de calor e arrefecimento do corpo; - Comer alimentos ricos em vitaminas e sais que protegem contra infecções; - Abstenha-se de produtos nocivos como o cigarro, bebidas alcoólicas e drogas

Exercício físico - Deve manter a prática de exercício físico: aumenta a produção de calor e a circulação de sangue; - Não fazer exercício físico intenso ou ao ar livre e evite arrefecer com a roupa transpirada no corpo; - Faça pequenos movimentos com os dedos, os braços e as pernas: evitam o arrefecimento do corpo; - Continue a beber água durante a actividade física para evitar a desidratação.

Pessoas sós/isoladas - Os familiares, amigos e vizinhos têm um papel importante: faça um telefonema ou contacte pelo menos uma vez por dia com pessoas sós/isoladas; - Certifique-se que eles se encontram de boa saúde e em condições de conforto.

Precauções ao ar livre - Quando a temperatura baixa muito e se há muito vento, procure um local baixo e abrigado; - Se tiver que sair, faça-o de forma breve, protegendo-se com roupa adequada não apertada; - Procure manter-se seco dado que o corpo arrefece rapidamente com a humidade; - Se tiver que realizar trabalho com muito esforço, proteja-se com roupa adequada e vá doseando o esforço; - Evite caminhar sobre o gelo devido ao risco de lesões por queda.

Se vai viajar de automóvel - No caso de andar de carro tenha em conta que pode ficar bloqueado; - Previna-se: leve roupas quentes, mantas e roupa para troca bem como comida e bebidas quentes num termo; - Tenha um mapa à mão; - Evite viajar sozinho de automóvel; - Ligue o aquecimento do veículo 10 minutos em cada hora e baixe os vidros uns milímetros para arejar; - Observe o tubo de escape para ver se não está tapado, evitando o risco de envenenamento por monóxido de carbono; - Se o carro bloquear, coloque uma manta brilhante na antena do veículo para chamar a atenção, cubra o corpo com mantas e mantenha-se desperto.

Outras recomendações - Evite entrar e permanecer em locais fechados e com grande concentração de pessoas, onde se transmitem os vírus, em particular, a gripe; - Evite o contacto com outras pessoas doentes.

Mantenha-se atento aos avisos das Autoridades de Saúde, do Instituto de Meteorologia e do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil. Em caso de emergência ligue o 112. Para mais informações ligue para a Linha Saúde Pública - 808 211 311.

Recomendações para o Frio



Legionella

.

Legionella

Pdf

Lavagem das Mãos

.
As mãos são o principal veículo de transmissão dos microrganismos de um indivíduo para outro. Assim sendo, a lavagem das mãos é a principal medida de controlo da infecção hospitalar.

No dia-a-dia a maioria das gripes e constipações são transmitidas por via oral e estudos comprovam a diminuição de infecções, através da lavagem das mãos. Ensine o seu filho.

A pele das mãos tem dois tipos de flora microbiana: - Flora transitória e flora residente

A flora transitória fica localizada na superfície da pele e é formada por microrganismos que adquirimos no contacto com o ambiente. Têm um curto tempo de sobrevivência, um elevado potencial patogénico e são facilmente transmitidos por contacto. A lavagem das mãos com sabão simples remove-os com facilidade.

A flora residente existe normalmente na epiderme onde se multiplica, tendo funções importantes de prevenção da colonização com a flora transitória. Raramente causa doença a não ser quando introduzida traumaticamente nos tecidos ultrapassando as barreiras naturais, pelo que tem pouco significado nos procedimentos clínicos de rotina.

Lavagem das mãos

É a remoção da sujidade e da maior parte da flora transitória das mãos reduzindo-a a níveis baixos que não constituam risco de transmissão.

Quando se devem lavar as mãos? De um modo geral as mãos devem ser lavadas antes e após contacto com os doentes ou após contacto com materiais contaminados. Há no entanto situações, em que, devido aos elevados riscos de adquirir ou transmitir microrganismos patogénicos, a lavagem das mãos se torna imprescindível:

Como se deve lavar as mãos (VER FIGURA ILUSTRADA) ? Oval: antes de:

Prestar cuidados a doentes cujas barreiras naturais contra a infecção estejam comprometidas (p. ex. doentes com drenos, cateteres, etc.) Prestar cuidados a doentes particularmente debilitados. Manipular alimentos, medicamentos ou material esterilizado. Usar os sanitários. Oval: depois de:

Ocorrer contaminação das mãos com fluidos orgânicos (ex. tossir, espirrar ou assoar-se). Manipular roupa suja e/ ou fraldas ou materiais contaminados. Utilizar os sanitários. Utilizar telefone público ou de outra pessoa. Remover as luvas - as mãos são muitas vezes contaminadas ao retirá-las e são frequentes as perfurações imperceptíveis.

⇒ Utilizar sabão líquido com pH idêntico ao da pele, de preferência sem adição de perfumes (o sabão sólido é difícil de manter livre de contaminação em ambiente hospitalar); ⇒ Molhar as mãos e aplicar o sabão (ver quadro 1) de modo a obter espuma; ⇒ Friccionar durante 10 a 15 segundos tendo o cuidado de abranger todas as áreas das mãos (ver fig. 1); ⇒ Passar por água até retirar toda a espuma; ⇒ Secar bem em toalhetes de utilização única. Se a torneira for accionada manualmente deve utilizar-se o toalhete com que se limpou as mãos para a fechar, evitando assim a recontaminação destas. Devem lavar-se os doseadores do sabão líquido entre cada mudança de frasco e mantê-los secos se não forem para uso imediato.

Alternativa à lavagem das mãos Em situações em que as mãos se encontrem visivelmente limpas pode optar-se pela utilização de um soluto alcoólico, em vez de água e sabão (existem em hospitais e em unidades de saúde. Foi comprovado que os solutos alcoólicos com emolientes apropriados são melhor tolerados pela pele do que as lavagens frequentes das mãos. A eficácia na redução da flora transitória é idêntica ou superior.

Modo de proceder:

Aplicar nas mãos secas 2 a 3 ml de soluto e friccionar todas as áreas das mãos durante 15 a 30 segundos, conforme figura ilustrada.

Deixar secar.

http://img147.imageshack.us/img147/4915/washyourhandsfactsheetum0.gif

Desinfecção das mãos (essencial para técnicos de saúde) É a remoção da flora transitória e grande parte da flora residente Estes microrganismos não são facilmente removidos pela acção mecânica da lavagem das mãos sendo necessário recorrer à acção química de um anti-séptico associado ou não ao agente de lavagem das mãos.

Quando se desinfectam as mãos? Antes da execução de procedimentos invasivos. Antes do contacto com doentes com imunossupressão grave. Depois do contacto com doentes colonizados ou infectados por microrganismos multirresistentes. Como se devem desinfectar as mãos? Pode proceder-se de dois modos:

Como o descrito para a lavagem das mãos utilizando um anti-séptico associado ao agente de lavagem como por exemplo clorohexidina a 4% (ver quadro).

Utilizando um soluto alcoólico durante 30 segundos nas mãos limpas ou após lavagem com sabão líquido simples.

Desinfecção cirúrgica das mãos É também uma remoção da flora transitória e redução da residente tendo em conta que nesta situação as áreas abrangidas são as mãos e antebraços até aos cotovelos. A lavagem e desinfecção das unhas é um passo essencial podendo ser feita com uma escova esterilizada mas apenas na primeira desinfecção das mãos antes do programa operatório. O uso frequente de escova leva a excessiva descamação da pele, que além de a danificar, traz para a superfície os microrganismos residentes.

Como se faz uma desinfecção cirúrgica das mãos?

Tal como na desinfecção das mãos utiliza-se um anti-séptico associado ao agente de lavagem, ou sabão líquido seguido de um soluto alcoólico.

No primeiro caso devem-se friccionar as mãos e antebraços durante 1,5 minutos e repetir a operação durante 1,5 minutos. Seca-se depois com toalhetes esterilizados. No segundo caso devem lavar-se as mãos e antebraços com sabão líquido, secar com toalhete (não necessita ser estéril) e aplicar soluto alcoólico, friccionando em todas as áreas das mãos e antebraços durante pelo menos 3 minutos e deixar secar. Dar especial atenção à aplicação do soluto nas zonas sub-ungueais. Uma eficaz lavagem e desinfecção das mãos implica:

Unhas curtas e sem verniz. Ausência de anéis, pulseiras e relógios de pulso. A utilização de uma técnica que abranja toda a superfície das mãos. PRODUTOS DISPONÍVEIS NAS UNIDADES DE SAÚDE LAVAGEM E DESINFECÇÃO DAS MÃOS

CARACTERÍSTICAS / COMPOSIÇÃO

Lavagem das mãos

Sabão líquido com pH 5.5, sem adição de perfumes

Alternativa à lavagem das mãos / desinfecção das mãos

Soluto alcoólico com emoliente

Desinfecção das mãos

Clorohexidina a 4%, sol. aquosa

Lavagem das Mãos



Atividade Física

.

Atividade Física

Pdf

Doença Celíaca

.
.

Doença Celíaca

Pdf

10 Mandamentos do Hipertenso

.
Na Prevenção dos Acidentes Cardiovasculares. Em Portugal a Hipertensão Arterial (HÁ) é o mais importante factor de risco de acidentes vasculares cerebrais (AVC) e enfartes de miocárdio .
.
1- Medir a pressão arterial pelo menos uma vez por ano, só assim serão diagnosticados os mais de 3 milhões de Portugueses hipertensos que não sabem que o são, .
.
2- Para tratar a HA são fundamentais as seguintes medidas higieno-dietéticas: perder peso, reduzir o consumo de álcool, deixar de fumar, reduzir o consumo de sal e de gorduras saturadas, fazer exercício físico. .
.
3- Tomar regularmente os medicamentos que lhe forem receitados. Saiba que 1 em cada 4 hipertensos nem sequer faz o tratamento. .
.
4- O Objectivo é reduzir a pressão arterial para menos de 140/90mmHg. Com a ajuda do seu médico acabará por conseguir. Na diabetes e na doenla renal os valores a atingir deverão ficar abaixo dos 130/80mmHg. .
.
5- A medicação para a hipertensão arterial é para toda a vida. Se parar, a pressão arterial volta a subir, por vezes abruptamente, atingindo valores muito elevados. É vantajoso utilizar fármacos que se tomem uma só vez por dia, para facilitar a adesão à terapêutica. .
.
6- Não espere ter sempre valores tensionais iguais; a pressão arterial varia constantemente. No verão a pressão arterial é habitualmente mais baixa que no Inverno. .
.
7- A causa mais frequente de hipertensão arterial não controlada é a do hipertenso que não toma regularmente os comprimidos. É importante a utilização constante dos fármacos e muitas vezes é necessário associar medicamentos para se conseguir o efeito desejado. .
.
8- No doente medicado, algumas subidas bruscas de pressão arterial, podem ser devidas a crises de ansiedade. Tranquilizar o doente e ajustar a terapêutica é fundamental. .
.
9- Se baixar 5 ou 6 mmHg na sua pressão arterial mínima e ou 10 mmHg na sua pressão arterial máxima, poderá obter como benefício uma redução e risco de AVC de 42% e de enfarte de miocárdio de 16%. .
.
10- Controlar o nosso factor de risco cardiovascular número 1, significa conseguir reduzir a mortalidade cardiovascular, que é responsável por cerca de metade das mortes em Portugal. .
.
MEDIÇÃO DE PRESSÃO ARTERIAL EM CASA Em certos casos a hipertensão ligeira ops valores da pressão arterial podem estar mais elevados na presença do médico (efeito de bata pranca). Existem outros factores que podem causar subidas temporárias da pressão arterial: - Stress; Fumar; Frio; exercício; Cafeína e certos medicamentos. Siga as instruções do seu médico sobre quando e quantas vezes deve medir a sua pressão arterial e qual o Monitor Digital a utilizar. .
.
Valores da pressão arterial medidas em casa superiores a 130-135/85mmHg, são considerados elevados. Classificação da Hipertensão artigo

10 Mandamentos do Hipertenso



Diagnóstico Pré-Natal

.

Diagnóstico Pré-Natal

Pdf

As doenças da tiróide: Hipotiroidismo e hipertiroidismo

.

As doenças da tiróide: Hipotir

Vídeo

A Alimentação Cura Tudo - Mehmet C. Oz

.

A Alimentação Cura Tudo -LivroLink