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Notícias:

Porto Ambiente e Lipor avançam para uma no

Arrancou esta sexta-feira uma nova fase do projeto Reciclar é Dar+, projeto financiado pelo POSEUR. Este projeto de recolha seletiva porta-a-porta, que conta com o trabalho da Lipor, teve início em julho de 2018 e abrange neste momento 1875 habitações.

Reciclar é Dar+

Com mais de 1 400 toneladas de resíduos seletivos recolhidos desde o início do projeto, esta nova fase tem como objetivo implementar uma nova metodologia de recolha seletiva de resíduos verdes nas habitações abrangidas pelo projeto.

Esta abordagem será feita porta-a-porta, por técnicos especializados que transmitirão todas as informações e esclarecimentos sobre esta metodologia de recolha de resíduos verdes. Será também efetuada a entrega de Minibags reutilizáveis a todos os que aderirem.

Ainda neste âmbito, serão oferecidos compostores a todos os participantes no projeto que manifestem interesse em compostagem caseira, incluindo o agendamento de uma ação de formação sobre o tema.

Se ainda não aderiu ao projeto Reciclar é Dar+, terá também nesta fase a oportunidade de o fazer junto dos técnicos de sensibilização, através da Linha Porto. 220 100 220 ou no site da empresa municipal Porto Ambiente.

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Bayer Crop Science Portugal e Agrotec deba

No dia 26 de novembro, a Bayer Crop Science Portugal e a Agrotec realizaram um webinar com o título “Novos horizontes na agricultura: INOVAÇÃO”.

Bayer Crop Science Portugal

Como será a agricultura daqui a alguns anos? Os robôs farão a colheita automaticamente? Os dados serão uma nova fonte de renda para os agricultores?

Estas e outras questões, que foram recolhidas durante o Facebook Live na quarta-feira, dia 25 de novembro, foram respondidas por três especialistas do setor: Engenheiro João Coimbra, agricultor e agrónomo; Professor Ricardo Braga, especialista em Agricultura de Precisão do Instituto Superior de Agronomia; António Villalobos, Research and Development da Bayer; e José Luís Pereira Amaro, Key Account Manager da Bayer Crop Science Portugal. A mesa redonda foi moderada pela Engenheira Daniela Faria, responsável da revista Agrotec.

A Bayer Crop Science lançou recentemente a sua página de Facebook para oferecer conteúdos atuais e interessantes sobre o setor agrícola e agroalimentar, para além de transmitir diretamente as novidades e lançamentos dos seus produtos e soluções para o setor agrícola português.

Após uma breve introdução de cada um dos oradores, estes foram convidados a responder às questões colocados pela audiência do webinar.

Para onde caminha a agricultura portuguesa?

Agricultura

João Coimbra começou por refletir sobre o futuro da agricultura portuguesa e para onde esta caminha, destacando que, o que observa mais a Sul do país, é um envelhecimento continuo dos agricultores e a dificuldade em persuadir as novas gerações. Como tal, o engenheiro agrónomo realçou que, «se não existir abandono, que é o pior que pode acontecer, existirá, naturalmente uma concentração. Tal é desejável pois um dos problemas que temos é a falta de dimensão económica das explorações. Como não há renovação de agricultores, as terras, naturalmente, vão ser concentradas, isto através de emparcelamentos, compras, alugueres, entre outros».

Por outro lado, João Coimbra destacou a entrada de novos players do estrangeiro, que introduzem novas culturas, provocando já essa concentração, que dão origem a novos sistemas de produção organizados.

Já Ricardo Braga acredita que o futuro da agricultura portuguesa, em termos de setor, existe uma conscientização por parte do setor agrícola dos enormes desafios que estão a chegar, entre os quais as alterações climáticas, a volatilidade dos preços devido à globalização, a preocupação com o auto-aprovisionamento, a distribuição dos financiamentos da nova PAC, a capacidade do setor agrícola manter um diálogo com a sociedade e outros.

«O nosso futuro como setor depende muito da nossa capacidade de dialogar com a sociedade, isto para chegarmos a sistemas de produção que sejam compatíveis com aquilo que o consumidor e a sociedade pretende do setor», apontou. O engenheiro agrónomo acredita que o setor deve-se expor para a sociedade, a fim desta o compreender. «Temos que ser nós a querer comunicar com o mundo, comunicar o que fazemos».

José Luís Amaro subscreveu a visão dos anteriores oradores. «Na minha visão pragmática existem dois caminhos: ou colocamos no mercado um produto diferenciado ou, se temos um produto indiferenciado, a verdade é que temos que ser competitivos a nível global», apontou, destacando que este é o principal aspeto que «empurra para a inovação», procurando formas de rentabilização e redução de custos. «Na minha perspetiva, a agricultura portuguesa caminha para a especialização em todos os setores e tal implica a inovação».

António Villalobos acredita que a agricultura portuguesa evoluiu nos últimos 30 anos. «Se compararmos o que tínhamos na década de 80 e agora, não tem nada a ver. Passamos a ser muito mais auto-suficientes em várias culturas», afirmou, destacando que o principal problema continua a passar pelos cereais e as leguminosas. O engenheiro seguiu a ideia de José Luís Amaro, acreditando que a agricultura portuguesa será sempre uma «agricultura de nicho», entregando o exemplo do vinho português.

Quais as novidades para o setor agrícola que as universidades e os institutos estão a desenvolver?

Focando-se na agricultura de precisão, Ricardo Braga destacou, em primeiro lugar, a área da robótica, onde já existem vários protótipos a funcionar. Segundo o professor, as soluções comerciais ainda não são abundantes, mas acredita que, num prazo de alguns anos, estas estarão presentes nas diversas explorações agrícolas. Outra componente importante é a deteção remota.

«A agricultura de precisão é sinónimo de gestão eficiente e de decisões baseadas em facto. Para isso, precisamos de variados sensores que nos forneçam dados, onde podemos aplicar conhecimento agronómico e transformar os respetivos em decisões», explicou, destacando o lançamento do SENTINEL em 2016. A inovação, acredita, passará pela melhoria da resolução espacial e espectral. Por último, Ricardo Braga evidenciou os sistemas de informação das explorações agrícolas.

Que tecnologias estão a ser desenvolvidas por empresas como a Bayer Crop Science?

«A Bayer continua a desenvolver o FieldView», começou por explicar José Luís Amaro. A aplicação FieldView Prime fornece dois tipos de mapas: um mapa sobre a sanidade das culturas e um mapa dedicado ao consumo de água das culturas. «Estas duas ferramentas são complementadas por uma versão melhorada, o FieldView Plus que apresenta mapas de rendimento, colheita, sementeira e realização de operações. No fundo, esta plataforma é um local onde se encontra a informação completamente agregada», concluiu.

Em Portugal, o FieldView Plus ainda está a dar os primeiros passos. «Queremos modernizar as explorações e os agricultores com esta ferramenta. Isto não é uma varinha mágica, mas é uma importante ferramenta de gestão para todos», acredita. 

António Villalobos apresentou as novas soluções biológicas da Bayer Crop Science Portugal. «O portfólio de produtos biológicos tem vindo a aumentar desde a aquisição da AgraQuest, em 2012», explicou. «Além da parte dos produtos biológicos, há também toda a parte dedicada a pragas e doenças. É todo um mundo que se encontra a ser desenvolvido ao nível da empresa». 

Quais as novas culturas que estão a surgir e que apostas na gestão sustentável estão a ser desenvolvidas?

O agricultor João Coimbra acredita que «as culturas têm que se reinventar para responderem às necessidades atuais». O produtor deu o exemplo da cultura do milho, que passou a ser uma cultura competitiva e que responde aos novos desafios tecnológicos. «É através da genética e do clima que vamos conhecendo cada vez melhor o que podemos fazer», afirmou, destacando que é necessário intervir cada vez mais rapidamente, através do ajuste dos dados anteriores com os dados futuros. «A variabilidade veio para ficar e temos que atuar de forma muito rápida, não só conhecimento empírico, mas com ferramentas próprias», acredita. 

Como está a adoção da agricultura de precisão em Portugal?

O investigador Ricardo Braga realça que este é um tópico que tem vindo a preocupar a academia. «Sabemos que a adoção tem sido muito assimétrica dependendo da cultura e da tecnologia em concreto. Se é verdade que a agricultura de precisão é utilização da informação suportada em dados, não há qualquer dúvida de que é a tecnologia que nos vai ajudar, como ferramenta, a esse fim. Muitas vezes a questão da adoção de agricultura de precisão coloca-se neste ponto: o que é fazer agricultura de precisão? Basta ter GPS numa ceifeira ou num trator ou é mais do que isso? Na nossa opinião, é mais», explicou. 

Veja ou reveja o restante do webinar no vídeo abaixo.

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Abertas candidaturas para Investimento em

 A ADVID - Associação para o Desenvolvimento da Viticultura Duriense a divulgar a abertura de candidaturas ao 5º Anúncio da Operação 3.1.2 - Investimento de jovens agricultores na exploração agrícola em Territórios de Baixa Densidade, no âmbito do PDR2020. São beneficiários os jovens que se instalem pela primeira vez como agricultores, com idades compreendidas entre os 18 e os 40 anos, em territórios de Baixa Densidade.

Agricultura

Estes apoios têm como principais objetivos:

  • Fomentar a renovação e o rejuvenescimento das empresas agrícolas e da estrutura produtiva agro-industrial, potenciando a criação de valor, a inovação, a qualidade e segurança alimentar, a produção de bens transaccionáveis e a internacionalização do sector;

  • Reforçar a viabilidade e a competitividade das explorações agrícolas, promovendo a inovação, a gestão sustentável, a capacitação organizacional e o redimensionamento das empresas;

  • Preservar e melhorar o ambiente, assegurando a compatibilidade dos investimentos com as normas ambientais e de higiene e segurança no trabalho.

Serão considerados investimentos elegíveis, os enquadrados nas seguintes tipologias:

  • Investimentos específicos associados à colheita e armazenamento de matérias primas para alimentação animal;

  • Investimentos específicos associados à utilização de tecnologias de precisão;

  • Investimentos associados a regadio com recurso a sistemas de uso eficiente da água e armazenamento;

  • Investimentos específicos associados à segurança dos operadores de máquinas agrícolas.

  • Investimentos específicos associados à gestão e tratamento de efluentes e resíduos;

  • Investimentos para a redução do consumo de água e/ou recuperação ou reutilização de águas para lavagens;

  • Investimentos específicos associados à protecção e melhoria da fertilidade dos solos

  • Investimentos específicos associados ao armazenamento, preparação e utilização de produtos fitofarmacêuticos;

  • Investimentos associados a produção e utilização de energia renovável.

As candidaturas encontram-se abertas até às 17h00 do dia 20 de Janeiro de 2021. Aceda aqui: 5º anúncio

Para mais informação sobre Operação 3.1.2-Investimento de jovens agricultores na exploração agrícola, aceda à página do PDR2020.

Para mais informação ou realização da sua candidatura, contacte a ADVID, através do email igor.goncalves@advid.pt.

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Projeto AGRINUPES promove o seu webinar fi

O INESC TEC acolhe, no próximo dia 4 de dezembro, o webinar final do projeto AGRINUPES - Integrated Monitoring and Control of Water, Nutrients and Plant Protection Products Towards a Sustainable Agricultural Sector.

agrinupes

O projeto Agrinupes, é um consorcio europeu, visa desenvolver um sistema de monitorização integrado e sustentável, com sensores seletivos inovadores de iões para nutrientes (NPK) e deteção biológica de pesticidas (imidacloprid e pirimicarb) que permitam utilizar/reutilizar a água e nutrientes, minimizando os efeitos sobre o meio ambiente.

As inscrições já estão abertas.

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Agrária de Coimbra ministra curso de gestã

A Escola Superior Agrária do Politécnico de Coimbra (ESAC-IPC) dá início, no próximo dia 12 de dezembro, ao  curso de curta duração gestão de aves aquáticas cinegéticas

Curso de gestão de aves aquáticas cinegéticas

Destinado a licenciados e alunos de ciências florestais e recursos naturais, agronómicas, ambientais, biológicas ou afins; gestores cinegéticos; e caçadores, o curso contempla 24 horas de formação em sala de aula, ao longo de três semanas, bem como duas sessões de identificação das espécies no campo, a terem lugar nos dias 12 de dezembro e 09 de janeiro.

É gratuito para atuais alunos das licenciaturas em Biodiversidade e Conservação da Natureza e em Ciências Florestais e Recursos Naturais ou do mestrado em Recursos Florestais da ESAC, tem um custo de 150,00€ para outros atuais ou antigos alunos desta instituição de ensino superior e de 300,00€ para formandos externos. O custo inclui a taxa de inscrição, o certificado e o seguro.

Os interessados devem fazer a sua inscrição até à data limite de 31 de março de 2021, para candidaturas@esac.pt, sendo que o formulário de inscrição e informações detalhadas sobre o curso se encontram disponíveis no Portal. Para informações adicionais deverão contactar David Rodrigues (drodrigues@esac.pt; 239 802 285).

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Conheça a nova iniciativa da Auchan que ap

O projeto PickUp Local surge no seguimento do compromisso da Auchan com o apoio aos pequenos produtores, oferecendo gratuitamente o seu espaço para que clientes de produtores locais, pequenos comerciantes e artesãos possam levantar as suas encomendas.

PickUp Local Auchan

A Auchan Retail Portugal vai disponibilizar, de forma gratuita, pontos de recolha destinados aos pequenos produtores locais, denominados “PickUp Local”. A iniciativa arranca a 26 de novembro, nas lojas Auchan de norte a sul do país*, e vai permitir o levantamento de compras feitas diretamente aos produtores locais, pequenos comerciantes e artesãos num espaço facultado para o efeito, nos pontos de venda Auchan. O serviço visa reforçar o apoio da marca à produção local e estará disponível gratuitamente  enquanto vigorar o Estado de emergência.

Os “PickUp Local” estarão disponíveis em 25 lojas Auchan, de norte a sul do país, e vão possibilitar a disponibilização de produtos alimentares (à temperatura ambiente) e não alimentares, comprados a produtores locais, artesãos ou pequenos comerciantes. Para implementação deste serviço, além do espaço, a Auchan irá disponibilizar recursos humanos das suas lojas para receber as encomendas dos produtores e entregá-las ao cliente de forma cómoda e segura. Tudo isto sem qualquer custo quer para o produtor, quer para o respetivo cliente.

Por exemplo, um produtor de compotas artesanais cuja venda se realiza através de um website próprio, pode inscrever-se e aderir ao serviço de forma a poder disponibilizar aos seus clientes mais uma opção de entrega dos produtos adquiridos a si. Para além de um pickup totalmente gratuito, o produtor tem a vantagem de poupar na logística das entregas, concentrando-as num único local se assim o entender, e ainda poupar na pegada de carbono.

Reforçando o compromisso assumido há mais de 25 anos de apoio à produção local, a Auchan Retail Portugal quer ser uma plataforma de apoio aos pequenos produtores, facultando mais uma alternativa para que estes consigam escoar as suas mercadorias.

Os produtores, comerciantes e artesãos locais que pretendam saber mais sobre as condições de adesão podem encontrar mais informação em Auchan-retail.pt e a partir daí fazer a sua inscrição.

A lista de produtores locais, pequenos comerciantes e artesãos estará disponível para consulta em Auchan&Eu, sendo que os novos pontos de recolha “PickUp Local” funcionarão entre as 11 e as 20 horas.

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Webinar sobre o projeto ProEnergy acontece

Realiza-se, já no próximo dia 3 de dezembro, pelas 15 horas, através da plataforma Zoom, o Seminário Proenergy - Novos produtos alimentares e bioenergia a partir de frutos de baixo valor comercial e resíduos agroindustriais.

ProEnergy

Trata-se da oportunidade de conhecer este projeto, que pretende obter novos produtos alimentares à base de Maçã de Alcobaça IGP, valorizando frutos com baixo ou nulo valor comercial, bem como subprodutos e resíduos da indústria de IV gama ou de sumos que não são valorizados. Assim como estudar a produção de biogás a partir dos resíduos orgânicos não valorizados. Procurando-se deste modo criar o máximo de valor na cadeia produtiva.

Integrado no conjunto de projetos no âmbito da Ação 1.1 – Grupos Operacionais do PDR2020 que a Associação dos Produtores de Maçã de Alcobaça (APMA) tem em curso, este projeto teve como objetivo promover a mudança de uma visão tradicional da gestão de resíduos orgânicos, para uma abordagem que tenha em consideração o Nexus "resíduos-energia-alimentos", contribuindo para a sustentabilidade da agroindústria e para uma economia hipocarbónica.

Este grupo operacional foi criado com a parceria da APMA, em cooperação com algumas empresas associadas, nomeadamente com a Campotec, a Cooperfrutas, a Frubaça, e a Granfer, bem como, por parte da investigação, com o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária IP, a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e o Instituto Superior de Agronomia, entidade Líder deste projeto.

As inscrições já se encontram abertas.

Recorde o artigo sobre o projeto ProEnergy publicado na revista Agrotec.

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Ministra da Agricultura realça a resiliênc

A ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, sublinhou a resiliência do setor do vinho e a importância que tem para as exportações portuguesas, durante o discurso de encerramento do Fórum Anual Vinhos de Portugal, realizado pela ViniPortugal. Isto apesar da turbulência e as condicionantes provocadas pela pandemia da COVID-19, a que o setor não escapou, nomeadamente pelo encerramento e constrangimentos do canal HORECA.

Ministra da Agricultura

Neste evento, que decorreu online, disse ainda que o Ministério da Agricultura continua a trabalhar para que a quebra expectável na produção, que este ano se situa em 3%, muito devido às condições climatéricas adversas, possa ser minimizada e assegurou a relação próxima e direta com o setor.

Maria do Céu Antunes sublinhou o papel ativo do ministério que agiu rapidamente criando previsibilidade e tesouraria nas empresas. Para atenuar os efeitos da pandemia COVID-19 o Ministério da Agricultura lançou várias medidas de apoio, em parceria com o setor, incluindo um pacote de 18 M€ de medidas de crise.

«Para a destilação de vinho foi criada uma dotação de 12 M€ e para a armazenamento de crise disponibilizamos mais 6 M€. Estamos a falar de medidas que tiveram uma forte adesão por parte dos operadores. Foram pagos quase 11 M€ relativos a estas medidas, correspondentes a 382 candidaturas apoiadas».

Foi ainda lançada uma medida específica para a Região Demarcada do Douro, tendo sido criada uma reserva qualitativa para o Vinho do Porto, para a qual foram disponibilizados 5M€, de forma a minimizar os prejuízos no setor e os efeitos associados aos rendimentos dos produtores. E reforçado o programa de reestruturação e reconversão das vinhas (VITIS) de 50M€ para 73,5 M€.

Maria do Céu Antunes referiu ainda que «sabendo da importância da internacionalização dos vinhos, num mercado muito competitivo, adiantamos ainda 5,5M€ na medida de promoção a países terceiros, e flexibilizámos as condições, tornando elegíveis ações canceladas, não penalização de projetos que não atinjam a taxa de execução previstos e a prorrogação de prazos».

A titular da pasta da Agricultura lembrou também que foram executadas a 100% as medidas previstas no Programa Nacional de Apoio, tendo sido pagos 65,2 M€ em apoios comunitários.

Apesar deste contexto adverso, nos primeiros nove meses do ano, as exportações registaram um aumento de 3,8% em volume e de 2,4% em valor. Sendo que as exportações para países fora da União Europeia representaram um crescimento de mais de 20%. A exportação do vinho certificado também cresceu, tanto o vinho de denominação de origem, como o vinho de indicação geográfica, com um aumento de 38% só para países terceiros.

«Este é o reflexo do trabalho de excelência feito pelos nossos produtores, que queremos continuar a apoiar neste tempo de enormes desafios, para fazer crescer cada vez mais o setor do vinho em Portugal». É por esta razão que Portugal, em conjunto com outros Estados Membros, está a avaliar com a Comissão Europeia a possibilidade de prorrogar as medidas excecionais de apoio para as empresas afetadas pela Covid-19, para o ano de 2021.

«Estamos a falar de um setor com um crescimento de 20% no espaço de 5 anos. Temos de acautelar, com políticas públicas, os efeitos negativos desta pandemia no mercado e garantir que retomaremos rapidamente o ritmo de crescimento que tínhamos antes desta crise sanitária», concluiu a ministra.

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