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Open Call do projeto DEMETER: Candidaturas

O projeto H2020 DEMETER, responsável pela promoção da digitalização do setor agrícola na Europa, anunciou a abertura da sua primeira open call, DEVELOP, que visa atrair e envolver PME e startups no desenvolvimento de produtos tecnológicos passíveis de implementação no setor agrícola.

DEMETER

As entidades proponentes devem submeter propostas que abordem um dos cinco temas mencionados abaixo:

  • Monitorização da humidade/qualidade do solo

  • Aplicações interoperáveis para georreferenciação de fotos

  • Soluções com ISOBUS

  • Soluções de blockchain para a agricultura

  • Integração de processos de negócios do DEMETER


O DEMETER disponibiliza 300 000 euros para apoiar a integração e interoperabilidade de soluções tecnológicas inovadoras em terrenos agrícolas por toda a Europa. Visa, ainda, a implementação, em larga escala, de plataformas interoperáveis baseadas em soluções IoT (Internet das Coisas), que sejam relevantes para o setor agrícola. O projeto irá contar com 20 pilotos, promovidos em 18 países.

O público-alvo da open call DEVELOP são PME e startups com sede legal em qualquer Estado-Membro da UE, em qualquer país associado ao H2020 ou em qualquer país ou território ultramarino à União Europeia.

Razões pelas quais se deve candidatar:

  • Obtenção de financiamento da UE - até 30 000€ por projeto;

  • Oportunidade de reformular tecnologia criada em contexto de PME, com vista à sua implementação e interoperabilidade com a plataforma DEMETER;

  • Acesso a locais para a realização de projetos-piloto, bem como a toda a arquitetura de referência DEMETER;

  • Apoio por parte de especialistas da indústria, com vista ao desenvolvimento de aplicações.


Os processos relativos às open calls do projeto DEMETER serão conduzidos na plataforma F6S. A primeira chamada de projetos foi lançada a 16 de setembro e irá encerrar em 18 de novembro (16 horas de Portugal). Já estão disponíveis os links para submissão de candidaturas e outras informações.

As entidades selecionadas recebem até 30 000 euros por projeto; acesso a locais para a realização de projetos-piloto, bem como a toda a arquitetura de referência DEMETER e apoio por parte de especialistas da indústria, com vista ao desenvolvimento de aplicações.

Pode ainda contactar Filipe Santos - filipe.n.santos@inesctec.pt.

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Candidaturas abertas ao Prémio Árvore do A

A UNAC - União da Floresta Mediterrânica abriu o período de candidaturas ao prémio Árvore do Ano 2021 (Tree of the Year 2021).

Árvore do Ano 2021

Até dia 14 de outubro candidate-se a este prémio que culminará com a escolha da melhor árvore em território nacional e, posteriormente, a distinção de melhor árvore europeia, com critérios de seleção com base elementos biológicos, estéticos, de dimensão, históricos ou tradicionais.

Todos os anos a votação para a Árvore Europeia do Ano é organizada pela Environmental Partnership Association (EPA), e a UNAC – União da Floresta Mediterrânica é a organizadora do concurso nacional, que habilita a árvore portuguesa vencedora a concorrer à votação para a Árvore Europeia do Ano.

A inscrição é livre e gratuita, podendo participar particulares, instituições públicas ou privadas. Aceda ao formulário de candidatura ao regulamento e ao enquadramento do concurso.

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LIPOR, Escola dos Serviços da Póvoa de Var

No âmbito do Projeto de Sustentabilidade desenvolvido pela Escola dos Serviços da Póvoa de Varzim (ES) foi ontem, dia 22 de setembro, assinada entre esta instituição, a LIPOR e o Município da Póvoa de Varzim, uma carta de compromisso, que tem como principal objetivo a promoção da sustentabilidade e a disseminação de boas práticas ambientais, designadamente no âmbito da correta gestão dos resíduos urbanos gerados nas suas instalações.

LIPOR

Esta assinatura representa a formalização da cooperação estratégica que tem vindo a ser desenvolvida entre os diferentes parceiros com vista à obtenção, pela Escola dos Serviços, da Certificação “Coração Verde LIPOR".

Esta Carta Compromisso concretiza assim a união de esforços com vista a:

  • Definir um conjunto de boas práticas orientadoras que contribuam para afirmar as práticas de sustentabilidade da ES da Póvoa de Varzim;

  • Traçar uma visão estratégica para a correta gestão de resíduos, corporativamente responsável, para toda a Comunidade da ES da Póvoa de Varzim;

  • Reconhecer as boas práticas adotadas e conduzir a ES à Certificação “Coração Verde LIPOR”.

O Serviço de Intervenção Ambiental Customizado (SIAC) da LIPOR é o resultado da experiência de desenvolvimento de diversas iniciativas de otimização dos processos de gestão de resíduos em organizações diversas que podem ser adaptadas a novas realidades promovendo mudanças duradouras e resultados muito positivos.

O processo de desenvolvimento de todo o projeto e a implementação de ações concretas no terreno e junto da Comunidade da ES, teve início já em janeiro de 2019, traduzindo-se nos seguintes indicadores:

  • Monitorização da evolução quantitativa e qualitativa da fração multimaterial, nomeadamente dos resíduos de embalagens de plástico/metal e de vidro, papel/cartão e resíduos alimentares;

  • Entrega de cerca de 102 toneladas de resíduos para reciclagem e/ou valorização orgânica;

  • Eliminação de mais de 60 pontos de equipamentos excedentes e destinados a acolhimento da fração lixo e reorientação e criação de cerca de 50 pontos colocados em zonas estratégicas para acolhimentos de resíduos recicláveis;

  • Participação de cerca de 450 militares em ações de sensibilização direta;

  • Intervenção direta dos técnicos da Lipor e do município com mais de 30 horas de trabalho (diagnóstico, implementação e acompanhamento).

A ES da Póvoa de Varzim é hoje um exemplo de como os organismos do Exército Português também podem ser uma referência de sustentabilidade.

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Calendário dos Concursos Nacionais do CNEM

As datas para a realização dos Concursos Nacionais 2020 já estão definidas e as várias provas decorrem no âmbito da Feira Nacional de Agricultura / Feira do Ribatejo e do Salão Prazer de Provar.

Concursos Nacionais CNEMA

Estas iniciativas têm como parceiros a QUALIFICA / OriGIn Portugal, o CEPAAL – Centro de Estudos e Promoção do Azeite do Alentejo (Concurso Nacional de Azeites de Portugal) e a FNAP – Federação Nacional dos Apicultores de Portugal (Concurso Nacional de Mel).

O objetivo é estimular a produção de qualidade, dar a conhecer os melhores produtos nas diferentes regiões do país, incentivar o seu consumo, promover o encontro de produtores, empresas, técnicos e apreciadores.

Com a realização destas atividades pretende-se premiar, promover, valorizar e divulgar a qualidade, especificidade e a diversidade dos produtos portugueses.

Para Vasco Gracias, diretor executivo do CNEMA, «o Centro Nacional de Exposições não pode deixar de apoiar todas as iniciativas que destaquem o que de melhor se produz em Portugal e este espaço é o local certo para se realizarem».

«É com o maior prazer que nos associamos a entidades de referência na área agro-alimentar para promover os Concursos Nacionais, competições que contam com um júri altamente qualificado e que funcionam em prova cega de modo a reconhecer a qualidade de cada produto».

Este responsável afirma que «o impacto económico e as vendas são aspetos que não se podem descurar e por isso mesmo os premiados que obtenham a qualificação “Melhor dos Melhores” podem beneficiar de um stand tipo, gratuito, no Salão Prazer de Provar 2021 durante a Feira Nacional de Agricultura. Quem conseguir Medalhas de Ouro, Prata e Bronze pode beneficiar de uma redução, respectivamente, de 30%, de 20% e de 10% no custo do stand».

«São ações que visam acrescentar valor comercial e valorizar o produto para benefício dos produtores», conclui.

Também Ana Soeiro responsável da Associação Qualifica – OriGIn Portugal acredita que «os Concursos Nacionais são uma excelente forma de dinamizar a produção e enaltecer o empenho, a resiliência e o trabalho dos “melhores produtores do mundo"».

«Estes Concursos têm mostrado que todos os anos aparecem novos concorrentes, mais produtos tradicionais, novas formas de apresentação e também alguma inovação sem perda de carácter, da personalidade e da tradicionalidade», sustenta.

«Nos concursos que organizamos reconhece-se a qualidade de cada produto, o saber fazer, o mérito, a genuinidade, a tipicidade, a sustentabilidade e a origem!», conclui.

Os interessados podem consultar o calendário no website do CNEMAdos Concursos Nacionais e no Qualifica Portugal e aceder a todas as informações como regulamento, critérios de qualificação de produtos tradicionais, data limite de inscrição, envio de amostras, entre outras. A inscrição é exclusivamente eletrónica através dos formulários criados para o efeito.

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Campanha do arroz prossegue com dificuldad

Segundo o Boletim Mensal de Agricultura e Pescas do Instituto Nacional de Estatística (INE) relativo a setembro, quanto ao arroz, prevê-se a manutenção na produtividade da campanha anterior, cerca de 5,4 toneladas por hectare, uma das mais baixas dos últimos 25 anos. 

Arroz

De facto, a evolução das searas continua heterogénea: observa-se um bom desenvolvimento vegetativo no Baixo Mondego, beneficiando das condições meteorológicas favoráveis (temperaturas amenas e ausência de fortes neblinas matinais); no Ribatejo e Oeste e Alentejo os povoamentos são irregulares, tendo-se registado problemas em assegurar o alagamento dos canteiros na Península de Setúbal.

Mais vasto (atingindo todas as regiões) é o problema da dificuldade no controle de infestantes (principalmente da milhã), situação recorrente e habitualmente atribuída às resistências adquiridas decorrentes do uso continuado dos mesmos herbicidas (por existência de poucas substâncias ativas homologadas para este fim e para esta cultura).

As previsões apontam para a manutenção da produtividade do milho (de regadio e de sequeiro) face à campanha anterior, mantendo-se a níveis muito próximos da média dos últimos cinco anos. O desenvolvimento vegetativo tem sido bom, estando já a ocorrer o processo de secagem natural do grão no campo.

Registo para a presença frequente de javalis nas searas em busca de alimento (especialmente em Entre Douro e Minho, na Lezíria do Tejo e no Baixo Sorraia), destruindo áreas consideráveis de milho. 

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O contributo da Rede de Inovação para o fu

A ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, e a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, estiveram presentes, esta terça-feira, dia 22 de setembro, na apresentação da Rede de Inovação da Agenda de Inovação da Agricultura 20|30. A realizar a apresentação esteve Nuno Canada, presidente do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV). 

Terra Futura 2030

Esta iniciativa contou, ainda, com as presenças do Secretário de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, Nuno Russo, e o Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Sobrinho Teixeira, e decorreu no Centro de Estudos Vitivinícolas do Dão, em Nelas.

A Rede de Inovação, surgida no âmbito da Agenda de Inovação da Agricultura 20|30, "Terra Futura", tem como objetivo primordial «organizar a rede de infraestruturas do Ministério da Agricultura, modernizando-as e orientado-as para os desafios que são hoje identificados pelo setor», afirmou o presidente do INIAV durante o início da sua apresentação. 

A Rede de Inovação é constituída por estações experimentais, laboratórios, estruturas piloto e centros de conservação e valorização dos recursos genéticos nacionais, tendo uma grande dimensão territorial, cobrindo todo o território nacional. 

Segundo Nuno Canada, «muitas das infraestruturas estão obsoletas, degradadas, não têm os recursos adequados para o desenvolvimento da atividade nem orientação estratégica clara sobre as atividades fundamentais para a fileira agroalimentar e desenvolvimento sustentável do território».

Como tal, será desenvolvido um conjunto de atividades que foram indentificadas como essenciais, encontrando-se estas divididas em quatro grandes grupos:

  • Investigação e Inovação;

  • Formação - Capacitação de pessoas e organizações e transferência de conhecimento e tecnologia;

  • Promoção do empreendedorismo de base rural;

  • Conservação e valorização dos recursos endógenos e da produção nacional.

Para dar resposta a estes desafios, foram identificados 24 pólos, os denominados pólos de formação, que «irão trabalhar em rede e de forma complementar».

Rede de Inovação Terra Futura 2030

A Rede de Inovação desenvolve-se em diferentes dimensões. No âmbito da valorização dos recursos nacionais, foram identificadas oito grandes cadeias de valor em que serão desenvolvidas atividades, nomeadamente no âmbiton da fruticultura; vinha e vinho; olival e azeite; horticultura; cereais; leguminosas; produção animal e pastagens e forragens. Em simultâneo, vão existir iniciativas transvessais a todas as cadeias de valor, como no caso da agricultura inteligente e da adaptação às alterações climáticas. 

Para explicar como se irá desenvolver a atividade propriamente dita, Nuno Canada deu o exemplo da investigação na fruticultura. «Vamos ter seis pólos dedicados à fruticultura. Não temos só um porque Portugal tem condições edafoclimáticas muito distintas ao longo do território e, para conseguirmos responder às necessidades de todos os agricultores, independentemente de serem pequenos ou grandes agricultores, temos que ter centros de inovação dispersos por todo o território para conseguirmos desenvolver atividade que seja diretamente para a economia real e agricultura», explicou. O presidente do INIAV falou ainda da iniciativa Uma Só Saúde, que será transversal a todas as fileiras na área das doenças das plantas. 

Na viticultura serão quatro centros de inovação, com as especificidades das regiões. Aqui também existirá uma iniciativa transversal focada na viticultura de precisão. No âmbito do olival, os pólos estarão focados no olival tradicional, olival intensivo e super intensivo. Nos cereais existirá também uma divisão entre culturas, tal como acontece no âmbito da fruticultura. O milho terá um pólo de inovação único, controlado pelo InovMilho. As leguminosas também recebem uma grande importância devido à necessidade de aumentarmos as respetivas na nossa alimentação. 

A Rede de Inovação vai promover as dinâmicas locais e regionais relacionadas com a agricultura e áreas conexas, favorecendo a fixação de pessoas em territórios de baixa densidade, a valorização dos recursos endógenos e da produção nacional e do desenvolvimento integrado.

Tem por objetivo, ainda, aumentar a eficácia, a eficiência e o impacto das infraestruturas científicas e tecnológicas do Ministério da Agricultura, mas modernizando as que integram a Rede, maximizando sinergias e complementaridades com outras estruturas do ecossistema de inovação (Institutos Politécnicos, Universidades, Laboratórios Colaborativos, Centros de Competências, empresas com atividades de investigação e desenvolvimento).

Esta Rede de Inovação procura desenvolver um conjunto de grandes iniciativas emblemáticas transversais, desde os “Territórios Sustentáveis”, a “Revitalização das zonas rurais”, a “Mitigação” e a “Agricultura Circular”, a “Adaptação às alterações climáticas”, a “Alimentação Sustentável”, (com a promoção da dieta mediterrânica), a “Agricultura 4.0”, “Uma só saúde” e a “Transição Agro Energética”.

Após a apresentação de Nuno Canada, seguiram-se as intervenções de João Sobrinho, Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, que destacou a importância da iniciativa para o desenvolvimento do conhecimento científico, e da ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, que refere que a Agenda "Terra Futura" é a «nossa oportunidade de aproximar a agricultura dos mais jovens», ideia defendida pela ministra da Agricultura desde a sua apresentação. 

Seguiu-se a intervenção da ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, que começou por referir que «esta é a Agenda para conseguirmos desenvolver o nosso país como um todo». 

«O trabalho começa agora. O mais fácil está feito até aqui. Este não é o anúncio de algo, é o começo de uma forma de trabalhar, que junta atores do território para podermos colocar em prática as políticas públicas», afirmou. «É na junção de áreas governativas que queremos levar por diante a implementação desta Agenda, de elevada importância para o nosso futuro coletivo».

«Quando alguns acham que a agricultura é incompatível com a sustentabilidade (...) esta Agenda quer provar o contrário. Nós não queremos ficar reféns daquilo que são estereótipos de desenvolvimento da atualidade», defendeu Maria do Céu Antunes. «Por isso, aquilo que quisemos fazer foi, em primeiro lugar, perceber, do ponto de vista dos objetivos do Governo, quais os objetivos que temos pela frente e comprometermos-nos todos com a sua execução», referiu, apontando o combate às alterações climáticas e a transição digital como pontos fulcrais. 

A ministra da Agricultura voltou a apresentar a Agenda de Inovação da Agricultura 20|30, Terra Futura, destacando que, em relação à Rede de Inovação, o que é pretendido passa por «ajudar a realizar uma transformação, no conjunto de estruturas dispersas pelo território, que queremos que respondam de forma consolidada, coerente, moderna e orientada para as necessidades do setor. Depois, queremos que este ecossistema nacional de inovação e investigação possa ser visto como instrumento de proximidade, pois vai responder, em primeiro lugar, às questões locais e regionais, mas com uma abrangência naciona e, quem sabe, até internacionall».

Pode assistir à apresentação no vídeo abaixo.

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Vinhos do Tejo asseguram qualidade dos vin

Estamos em vindimas e, depois de anunciada, no início do mês de agosto, uma previsão no que toca à quantidade, que deveria estar dentro da média, ou seja, a rondar os 61 milhões de litros, é agora tempo de Luís de Castro, presidente da Comissão Vitivinícola Regional do Tejo fazer novo enquadramento, já com indicadores no que diz respeito à qualidade. 

Vinhos Tejo

Embora completamente atípico e difícil, devido à pandemia da Covid-19, o ano de 2020 continua a bafejar a região do Tejo com “bons ventos”. Tem sido assim ao nível da certificação de vinhos e, por conseguinte, das vendas e também da vindima, com a colheita a revelar-se boa, em quantidade e qualidade.

Este foi um ano complexo em termos climáticos, devido à ocorrência de precipitação na altura da floração, temperaturas elevadas durante longos períodos nos meses de Junho, Julho e Agosto – que já começam a ser habituais, mas que, felizmente, em pouco afectaram o desenvolvimento das uvas –, e de alguma chuva nos últimos dias. 

A primavera foi mais chuvosa que o habitual, o que obrigou os viticultores do Tejo a estarem mais alerta para evitar o aparecimento de doenças nas vinhas, como o oídio, mas principalmente o míldio, que assustou, mas não teve influência numa perda de produção com significado. Constatou-se que nas vinhas da região do Tejo não surgiram contratempos de maior, estando as vinhas saudáveis no início da vindima. O Verão teve muitos dias consecutivos de calor acima do normal, mas sem chegar aos valores de 2018, quando houve escaldão.

Na região dos Vinhos do Tejo temos dois pontos a favor: o rio Tejo que atravessa toda a região e imprime frescura, com manhãs e noites bastante frescas; e o facto de podermos vindimar com o auxílio de máquina. A vindima mecânica permite que se vindima de forma mais célere, ou seja, assim que a uva esteja no ponto de maturação ideal; e, em dias de calor extremo, que se vindime à noite, chegando as uvas à adega nas melhores condições de temperatura e sem oxidação.

A vindima teve início na data habitual, ou seja, no final de julho, com a casta Fernão Pires (a mais precoce de todas) a abrir as hostes, assim como outras castas para base de espumante. Estamos em finais de Setembro e o corte de uvas brancas está praticamente terminado, com raras excepções, como é o caso de uvas para vinhos de ‘Colheita Tardia’, e o de uvas tintas está a cerca de 80%, pelo que o período de chuvas não deverá prejudicar significativamente nem o ritmo, nem a qualidade das uvas ainda por colher. O término das vindimas é ditado por vários factores – terroir, dimensão do produtor, equipas de trabalho, disponibilidade na adega e tipo de vinho que se pretende – e não se cinge ao corte das uvas, mas também aos trabalhos inicias em adega, mas deverá acontecer na primeira quinzena de outubro.  

Em termos de quantidade, prevê-se uma produção semelhante à do ano passado, que, no Tejo, já tinha sido um ano dentro da média: cerca de 61 milhões de litros. A qualidade dos vinhos provenientes desta colheita deverá continuar no sentido ascendente, pelo que poderemos contar com boas surpresas.

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Ministra da Agricultura defende os pequeno

A ministra da Agricultura participou ontem, dia 21 de setembro, em Bruxelas, no Conselho de Agricultura e Pescas – AGRIFISH. 

AGRIFISH

Neste encontro, Maria do Céu Antunes, sublinhou que «Portugal está empenhado para que seja alcançada uma posição comum para a reforma da Política Agrícola Comum (PAC) no próximo Conselho, que terá lugar em outubro».

Embora persistam alguns pontos que necessitem de aperfeiçoamento (como é o caso da melhoria das condições de apoio ao regadio) e outros que devam manter-se na sua atual redação (como do nível de apoio associado e a contabilização do apoio às zonas com condicionantes naturais para efeitos de efeitos objetivos ambientais e climáticos), a governante considera as alterações introduzidas à proposta da Comissão como positivas.

A ministra da Agricultura defendeu ainda que deverá existir um tratamento adequado para a pequena agricultura, excluindo o regime da pequena agricultura de sanções na condicionalidade. Maria do Céu Antunes salientou ainda a importância do programa POSEI e a atenção particular que é dada às Regiões Ultraperiféricas, que têm fragilidades decorrentes dos maiores custos de produção e da falta de alternativas de atividade, voltando a defender a manutenção do envelope financeiro para o POSEI.

A titular da pasta da agricultura reuniu, ainda, bilateralmente, com o Ministro da Agricultura de França, Julien Denormandie, para debaterem e procurarem pontos de convergência relativos à conclusão da reforma da PAC, bem como, a preparação da presidência portuguesa que terá lugar no primeiro semestre de 2021.

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