Tractores

novos e usados, peças e assistência

Alfaias

novos e usados, peças e assistência

Jardim

novos e usados, peças e assistência

Peças

Kubota, Fiat, Ford e New Holland

Lubrificantes

Kubota Total / Ambra NH / Ingralub

Usados

Kubota, Fiat, Ford e New Holland

Notícias:

As plataformas Inventrip e Smartfarmer

Estes dois projetos digitais «constituem uma importante resposta nesta fase pós Covid-19», explica o secretário-geral da AMPV, Jose Arruda.

SmartFarmer

No caso da Inventrip, este surge como um contributo para ajudar os municípios a valorizarem a sua sinalização turística, atrair visitantes e retomar a atividade turística. É uma ferramenta muito interessante sobretudo para o enoturismo. Por outro lado, a SmartFarmer, na vertente sócio-económica, surge como uma ajuda direta aos pequenos e médios produtores.

SmartFarmer - Muito mais do que um portal de comércio eletrónico

A Smartfarmer é um negócio social da Oikos – Cooperação e Desenvolvimento, que tem como principal missão apoiar pequenos e médios produtores agroalimentares – por um lado, alavancando as suas vendas através de uma plataforma online, por outro, criando relações de proximidade e transparência entre estes e os consumidores, sustentadas por uma forte rede de parceiros locais.

Este projeto tem em vista a criação de um sistema alimentar mais são, justo e sustentável.

Inventrip - Uma nova forma de conhecer o território

A Inventrip, já com 50 destinos turísticos implementados em Espanha e oito municípios do Lago Alqueva, pretende alargar a sua tecnologia às restantes regiões vitivinícolas do País, neste que é o mercado turístico número 1# do mundo, o Turismo Ibérico.

A Inventrip é um Sistema de Informação e Sinalética Inteligente que visa criar uma rede estruturada de oferta enoturística dentro de 50 tipologias de turismo e fomentar sinergias entre os parceiros privados e as entidades públicas, nomeadamente os municípios.

«A plataforma SmartFarmer e a app Inventrip, vão interligar-se, permitindo que um turista possa comprar produtos locais antes, durante e após a sua visita aos territórios. Por sua vez, os clientes que comprem no smartfarmer podem planear uma visita turística às explorações agrícolas e vitivinícolas e património envolvente», explica João Fernandes, diretor executivo da Oikos e cofundador do smartfarmer.

O SmartFarmer conta atualmente com uma ampla rede de parceiros a nível nacional e o apoio do programa de Parcerias para o Impacto do Portugal Inovação Social, com financiamento do POISE e da Fundação Calouste Gulbenkian.

saber mais

Operation Pollinator enquanto forma de pro

No seu blog, a Syngenta Portugal publicou um artigo onde explica como a coexistência da agricultura moderna com a promoção da biodiversidade é possível. A Elaia, um dos maiores produtores mundiais de azeite, dá o exemplo, gerindo de forma ativa áreas dedicadas à conservação da natureza nos seus olivais no Alentejo, onde instalou recentemente margens multifuncionais Operation Pollinator.

Operation Pollinator

Nas vastas planícies alentejanas cobertas pelo manto verde dos olivais há pequenos santuários de biodiversidade que servem de refúgio à fauna local. Quem passe junto ao icónico Lagar do Marmelo, em Ferreira do Alentejo, será surpreendido pelo doce zumbido de abelhas, moscas das flores e besouros, numa faixa de plantas floridas instalada à entrada da herdade.

A Elaia, proprietária de 9.500 hectares de olival no Alentejo, tem em curso diversos projetos de conservação da natureza, o mais recente dos quais o Operation Pollinator. Este programa internacional da Syngenta visa atrair insetos polinizadores e outra fauna auxiliar benéfica aos campos agrícolas, através da instalação de margens multifuncionais semeadas com plantas floridas.

«As margens foram instaladas no meio do olival. A diversidade e abundância de espécies e insetos observados na zona da margem funcional, que mimetiza a diversidade que encontramos nas zonas de montado, atesta o efeito que estas zonas de conservação têm na promoção da biodiversidade local», afirma Isabel Ribeiro, responsável de Desenvolvimento de Negócio da Elaia.

A comunidade de polinizadores encontrada na Elaia foi bastante diversa, sendo constituída principalmente por Diptera (moscas), 50,5% dos polinizadores capturados, Hymenoptera (abelhas e vespas), 27,7% dos capturados, e Coleoptera (besouros), 21,8% dos capturados. Num total de 500 indivíduos de 46 famílias diferentes.

Ricardo Costa, um dos entomólogos da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCT-UL) que fez o levantamento de insetos antes da instalação da margem multifuncional na Herdade do Marmelo, explica que «os Hymenoptera, com especial enfase nas abelhas, curiosamente apresentaram uma diversidade e abundância na zona de olival que foi muito superior ao esperado, 6 géneros de 3 famílias diferentes, num total de 42 abelhas capturadas. Isto deverá estar relacionado, entre outros fatores, com o facto de a zona que amostrámos manter as plantas herbáceas entre as linhas das oliveiras».

Os cientistas estimam para os próximos anos um aumento significativo de insetos polinizadores no local, com especial enfase na diversidade de abelhas e moscas das flores, pois as plantas da margem Operation Pollinator providenciam abrigo e locais de reprodução que muitos destes polinizadores aproveitam, além de diversidade de alimento (pólen e néctar), pelo número de flores diferentes presentes.

Apesar de a oliveira ser maioritariamente polinizada pelo vento e não por os insetos, estes prestam serviços ecológicos muito importantes: favorecem o fluxo de genes pelas populações de várias plantas herbáceas, ajudando a mantê-las viáveis, e estas por sua vez servem de habitat a uma grande comunidade de pequenos organismos. Além disso, alguns destes polinizadores são predadores e parasitas de outros insetos, que poderão constituir uma praga para a cultura da oliveira.

«O Operation Pollinator complementa perfeitamente a nossa atividade e ajuda-nos a promover a biodiversidade local. No futuro será excelente para demonstrar aos visitantes das nossas herdades e do lagar a perfeita coexistência da agricultura moderna com a promoção da biodiversidade», reconhece Isabel Ribeiro.

A existência de áreas destinadas à manutenção de comunidades de insetos integradas no meio das culturas agrícolas é de especial relevâancia, especialmente tendo em conta a crise de biodiversidade que vivemos», Ricardo Costa, entomólogo da FCT-UL.

Artigo originalmente publicado no blog da Syngenta Portugal.

saber mais

ForestWISE promove fórum virtual sobre a f

O ForestWISE – Laboratório Colaborativo para a Gestão Integrada do Fogo e da Floresta está a organizar o Fórum Virtual “A floresta e o fogo nos tempos da pandemia", que se irá realizar no próximo dia 7 de julho, a partir das 14:30 horas.

Agroflorestal

O Fórum Virtual tem o objetivo de recolher e partilhar as opiniões de experts que refletirão sobre os seguintes temas:

1. Como vão sair destes tempos de pandemia os setores relacionados com a floresta e o fogo?

2. O que vai mudar nestes setores devido à pandemia?

A iniciativa é dirigida à comunidade científica, empresarial e institucional, sendo aberta a todos os interessados. A participação é gratuita mediante inscrição prévia. Os participantes são convidados a partilhar as suas reflexões com o painel de experts até dia 5 de julho.

saber mais

Certificação biológica garantida para nove

Nove produtos naturais (sem produtos químicos) da Kimitec Group - marca distribuída em Portugal pela AgriPro - obtiveram recentemente a certificação Kiwa Sativa para agricultura biológica em Portugal. Esta certificação garante que os ingredientes incluídos nestes produtos provêm exclusivamente de fontes orgânicas e autoriza seu uso em todas as culturas certificadas. 

AgriPro Kimitec

O Kiwa Sativa é um organismo de certificação de produtos biológicos, aprovado pelo Instituto Português de Acreditação, que garante a todos os consumidores uma rastreabilidade rigorosa do produto ao longo de toda a cadeia de produção, pela qual o controle e a certificação são responsáveis. 

A produção biológica favorece a preservação dos recursos naturais e promove a biodiversidade, contribuindo para a manutenção ou mesmo o aumento da fertilidade do solo e seu nível de protecção contra a erosão. 

Este método de produção garante que os alimentos são produzidos seguindo processos biológicos e fazendo um uso sustentável dos recursos naturais. Além disso, restringe o uso de fertilizantes químicos e pesticidas, favorecendo o uso de produtos obiológicos, substâncias naturais e fertilizantes minerais de baixa solubilidade. 

Estas novas certificações demonstram mais uma vez o compromisso da AgriPro e da Kimitec Group em disponibilizar aos agricultores soluções naturais, permitindo alcançar uma produção de alimentos saudáveis e livre de resíduos.

Para mais informação, contacte a AgriPro através do agripro@agripro.pt ou 262 690 210.

saber mais

“The Good Growth Plan” - O novo plano de c

Um inquérito global realizado com agricultores dos EUA, França, China, Brasil, Índia e África para a Syngenta revelou que 72% está preocupado com o impacto que as alterações climáticas terão na produtividade das culturas agrícolas, na pecuária, na segurança alimentar e na sua capacidade de ser rentáveis nos próximos cinco anos.

Syngenta Group

Um inquérito independente de agricultores europeus mostra como 46% da sua produtividade foi significativamente afetada pela pandemia do coronavírus. No entanto, 53% afirma que as alterações climáticas continuam a ser a sua prioridade imediata e 63% que as alterações climáticas terão um maior impacto nas suas empresas do que a Covid-19, nos próximos cinco anos.

O Syngenta Group lançou hoje o seu novo “The Good Growth Plan”, colocando o combate às alterações climáticas e a perda de biodiversidade no centro da recuperação da agricultura face aos efeitos económicos e sociais da Covid-19.

O novo plano de compromissos para a sutentabilidade agrícola inclui novos e ambiciosos objetivos para reduzir a pegada de carbono da agricultura e para ajudar os agricultores a enfrentar os padrões extremos do clima causados ??pelas alterações climáticas.

Nas palavras de Erik Fyrwald, CEO da Syngenta Group: «Desde o seu lançamento, os princípios e prioridades do Good Growth Plan estiveram profundamente enraizados na forma como procuramos soluções inovadoras na Syngenta. O plano era, obviamente, apenas o início».

«A pandemia do coronavírus revelou a fragilidade do ecossistema agrícola. Tal como uma pandemia, as alterações climáticas são uma ameaça inevitável que devemos enfrentar antes que seja demasiado tarde. À medida que a economia e a agricultura começam a recuperar com a diminuição gradual das restrições da Covid-19, precisamos de apoiar a recuperação dos agricultores colocando o combate às alterações climáticas e a perda de biodiversidade no centro da equação».

O inquérito realizado pela Ipsos MORI para a Syngenta apurou que quatro em de cada cinco agricultores inquidos afirma que as alterações climáticas têm pelo menos algum impacto na sua capacidade de produzir alimentos e a maioria (59%) afirma que reduzir as emissões de gases com efeito de estufa faria com que as suas explorações fossem mais competitivas e estáveis financeiramente.

A Syngenta revela hoje que atingiu ou excedeu todos os objetivos do plano de compromissos The Good Growth Plan lançado em 2013, incluindo a recuperação de mais de 14 milhões de hectares de terras agrícolas à beira da degradação e a melhoria da biodiversidade em mais de 8 milhões de hectares de terras agrícolas.

No âmbito do novo “The Good Growth Plan”, o Grupo Syngenta compromete-se a invertir 2 mil milhões de dólares em agricultura sustentável até 2025 e a pôr à disposição dos agricultores duas tecnologias disruptivas por ano. Os compromissos específicos do novo plano dividem-se em quatro áreas:

• Acelerar a inovação para os agricultores e a natureza.

• Lutar por uma agricultura neutra em carbono.

• Ajudar as pessoas a manter-se seguras e saudáveis.

• Estabelecer alianças para potenciar o impacto.

O novo plano inclui o compromisso de reduzir a intensidade das emissões de carbono nas operações do Grupo Syngenta em 50% até 2030 para apoiar os objetivos do Acordo de Paris sobre as alterações climáticas. O compromisso da Syngenta foi validado e apoiado pela iniciativa Science Based Targets (SBTi). O Grupo Syngenta também assinou recentemente o compromisso da SBTi para evitar um aumento da temperatura global de mais de 1,5 graus.

Alexandra Brand, diretora de sustentabilidade da Syngenta Group, afirmou: «Quando falamos com os agricultores, vemos que são os primeiros prejudicados pelas alterações climáticas e pela perda de biodiversidade. Agora as restrições da Covid poderão ter também efeitos duradouros nos setores da alimentação e da agricultura. É por isso que o elevado nível de investimento em inovação do novo Good Growth Plan é necessário para combater as alterações climáticas e proporcionar um sistema agroalimentar que funcione em harmonía com a natureza».

Um exemplo que demonstra a profundidade do compromisso que a Syngenta Group está assumindo com a agricultura sustentável é o anúncio da parceria com a  Rede Solidaridade. O seu objetivo é implementar soluções sustentáveis a larga escala que permitam às comunidades agrícolas alcançar a segurança alimentar em várias regiões em desenvolvimento. Um destes projetos centra-se na cultura do café na Colâmbia, tendo como objetivo ajudar os pequenos produtores a aumentar o seu rendimento em 25% ao fornecer soluções contra a praga do escaravelho da broca-do-café.

Heske Verburg, diretor-geral da Solidaridade Europa, afirmou: «Acreditamos que a produção agrícola sustentável deveria ser a norma. A nossa parceria com a Syngenta visa apoiar os agricultores dos países em desenvolvimento a melhorar os seus meios de vida, enquanto produzem em equilíbrio com a natureza. Os produtos da Syngenta são uma realidade diária para muitos agricultores em todo o mundo, a nossa parceria proporcionará informação relevante para atingir uma produção sustentável a larga escala».

A esta parceria soma-se outra já establecida com o The Nature Conservancy, anunciada em Outubro de 2019 no âmbito do projeto Reverte no Brasil, que tem como objetivo recuperar 1 milhão de hectares de terras agrícolas degradadas nos próximos 5 anos.

Jennifer Morris, diretora executiva do The Nature Conservancy (TNC), afirmou: «As alterações climáticas e a perda de biodiversidade, aliadas à crescente procura de alimentos, estão exercendo pressões crescentes no planeta e diminuindo a produtividade e a resiliência das explorações agrícolas e os recursos piscatórios em todo o mundo. O impacto da COVID-19 faz com que abordar estes desafios seja ainda mais urgente. Reverter estas realidades exigirá  o empenho de todos os setores para obter soluções inteligentes e escaláveis que garantam um futuro onde as pessoas e a natureza prosperem. O TNC reconhece o papel que os produtores em todo o mundo têm na criação de soluções e orgulha-se em colaborar com o Grupo Syngenta na ambiciosa procura de um sistema alimentar que funcione em parceria com a natureza».

saber mais

PNRegadios aprovou 280 milhões de euros de

Segundo o Ministério da Agricultura, o Programa Nacional de Regadios (PNRegadios) aprovou 46 candidaturas, na vertente associada à execução do Programa de Desenvolvimento Rural (PDR) 2020, em curso desde 2014, num investimento que se traduz em 280 milhões de euros.

Regadio

A informação, difundida pela Lusa e veiculada pelo governo, afirma que das 46, 37 dizem respeito a projectos de reabilitação e modernização de regadios, com um investimento de 155 milhões de euros, enquanto nove referem-se a candidaturas para novos regadios, com um investimento de 125 milhões de euros.

No que se refere à vertente dos apoios enquadrados nos contratos de financiamento celebrados com o Banco Europeu de Investimento (BEI) e o Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa (CEB), foram já publicados dois avisos.

O primeiro, que decorreu entre 2 e 31 de maio de 2019, foi destinado à zona homogénea do Alentejo e contou com uma dotação de 93 milhões de euros. Foram aprovadas nove das 10 candidaturas submetidas no âmbito deste anúncio, beneficiando 11 mil hectares e representando 61 milhões de euros de investimento.

Entre 10 de maio e 17 de novembro do mesmo ano foi aberto um novo aviso, com uma dotação de 60 milhões de euros, desta vez para as zonas homogéneas do Algarve e sudoeste alentejano, litoral Norte e Centro e interior Norte e Centro. No total, foram submetidas 17 candidaturas a este aviso, tendo o investimento elegível candidatado totalizado 178 milhões de euros.

As candidaturas encontram-se atualmente em fase de análise pela Unidade de Execução do Programa (UEP). O PNRegadios tem uma dotação de 560 milhões de euros, repartidos pelo PDR 2020 (280 milhões de euros), BEI (200 milhões de euros) e CEB (80 milhões de euros).

Recorde a entrevista com Gonçalo de Freitas Leal, diretor-geral da Direção-geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural (DGADR) desde 2018, tendo sido o seu percurso profissional até então marcado pela gestão hidraúlica. Em declarações à Agrotec, aborda as alterações climáticas e as suas consequências para os recursos hidrícos, bem como as novas especificações do Plano Nacional de Regadios e o que ainda falta fazer.

saber mais

Gonçalo de Freitas Leal: «Vivemos hoje num

Gonçalo de Freitas Leal é o Diretor-geral da Direção-geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural (DGADR) desde 2018, sendo o seu percurso profissional até então marcado pela gestão hidraúlica. Em declarações à Agrotec, aborda as alterações climáticas e as suas consequências para os recursos hidrícos, bem como as novas especificações do Plano Nacional de Regadios e o que ainda falta fazer.

Gonçalo de Freitas Leal DGADR

AGROTEC: O seu percurso profissional é marcado pela inovação no setor. O que realça enquanto ajuda primordial para ocupar o seu cargo atual?

GONÇALO DE FREITAS LEAL: A Direção- Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural tem atribuições muito alargadas que decorrem da sua Lei Orgânica. Os aspetos ligados ao regadio, aos solos e à engenharia rural (estruturação fundiária, mecanização, gasóleo agrícola, entre outros) cruzam-se com as temáticas mais relacionadas com o desenvolvimento rural, com relevo para a coordenação de várias áreas que tocam transversalmente todo o Ministério da Agricultura, como é o caso da formação profissional agrícola, a Rede Rural Nacional (que promove a difusão da inovação, entre outros), o sistema de aconselhamento agrícola, a bolsa de terras, a agricultura familiar, a agricultura biológica, a defesa da qualidade do solo e da água.

Todas estas áreas temáticas exigem conhecimentos sólidos – especialmente na área da hidráulica agrícola e recursos hídricos – mas também uma experiência profissional diversificada, tanto ao nível das áreas técnicas como das funções. Creio que esses dois aspetos – preparação técnica e experiência diversificada – tiveram um peso determinante na opção do decisor pela minha pessoa.

AG: Em primeiro lugar, gostaria de compreender quais considera ser os principais desafios gerais da Direcção- -Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural (DGADR) para o futuro?

GFL: Vivemos hoje num mundo em mudança, o que nos coloca grandes desafios de adaptação às novas condições, numa estratégia inclusiva. O tecido socioeconómico agrícola português é muito rico e a adaptação aos desafios da globalização e das alterações climáticas, para só citar os mais impactantes, não poderá descartar aqueles que têm uma estrutura económica mais frágil, sob pena de empobrecermos a nossa herança cultural e até mesmo parte da nossa matriz identitária.

AG: Tendo em conta que vai surgir o novo quadro comunitário europeu, quais são as principais mensagens que querem passar para a elaboração do mesmo? E quais poderão ser os desafios que estes vão criar?

GFL: A redução dos recursos financeiros a disponibilizar para a agricultura no novo quadro financeiro plurianual é uma ameaça ainda presente. Depois, internamente teremos que procurar um equilíbrio entre os montantes disponíveis para apoiar o rendimento dos agricultores e aqueles serão destinados para o apoio ao investimento.

AG: A nível do regadio em Portugal, quais os novos desafios para as políticas públicas?

GFL: Devido às alterações climáticas, nos últimos anos assistimos à redução dos recursos hídricos disponíveis. As secas são mais frequentes, mais intensas mas, sobretudo, mais prolongadas. O regadio é reconhecido como um importante instrumento de minimização dos efeitos da seca e, nessa medida, constitui fator relevante na fixação das populações do interior. Importa assim apoiar a constituição de regadios nas regiões do Norte e do Centro, em particular naquelas zonas que demonstram grande dinamismo económico e que, por essa razão, deverão ser apoiadas.

A modernização dos regadios públicos – visando a sustentabilidade de gestão mas sobretudo a melhoria da eficiência da utilização da água – tem que acompanhar a construção de novos regadios, mais eficientes e sustentáveis. A escolha dos projetos economicamente mais interessantes e mais promissores em termos de adesão dos agricultores tem que ser particularmente cuidada.

AG: O Plano Nacional de Regadios (PNRegadios) é uma das hastes fundamentais do Orçamento de Estado. Considera que este vai de encontro às expetativas essenciais do momento?

GFL: O Programa Nacional de Regadios insere-se nesse esforço de investimento que visa, por um lado, criar maior resiliência aos efeitos das alterações climáticas dos sistemas agroeconómicos do interior e, por outro, modernizar os aproveitamentos hidroagrícolas coletivos, dotando-os de melhor controlo dos volumes de água consumidos e de melhores condições de gestão.

O PNRegadios criou uma nova esperança no Alto Alentejo, com a perspetiva de ampliação do aproveitamento hidroagrícola de Alqueva, mas também suscitou grande entusiasmo nos territórios da Beira Interior e de Trás-os-Montes, os quais se mobilizaram de uma forma sem precedentes para as candidaturas ao PNRegadios. Se olharmos para o futuro, é claro que o PNRegadios tem que ter um novo fôlego, estendendo a sua ação no tempo e a novos projetos.

AG: Acredita que o PNRegadios se adapta às diferenças entre o minifúndio e latifúndio que existe a nível nacional? De que forma se podem minimizar essas distinções?

GFL: A natureza, a variedade e a diversidade dos projetos aprovados e ainda em análise demonstram que o PNRegadios não perdeu a perspetiva nacional. Os critérios técnicos usados na conceção e dimensionamento dos sistemas coletivos de rega variam consoante se destinam a zonas muito parceladas ou a zonas de grande propriedade. É natural que os custos de construção por unidade de área reflitam essa diversidade, mas a montagem do PNRegadios soube acautelar a necessidade de acorrer às necessidades das diversas realidades fundiárias em presença.

AG: Economizar água e economizar energia são conceitos que se fundem. Atualmente, o que se pode fazer para melhorar a eficiência energética na utilização da água? Que soluções propõe o PNRegadios em relação a tal?

GFL: A conversão para métodos de rega mais eficientes (aspersão e gota-a-gota) está quase sempre associada a maiores gastos de energia. O paradigma de distribuição de água em canais, com escasso ou nulo recurso a estações elevatórias, está também associado a sistemas de rega por gravidade, pouco eficientes e sobretudo muito consumidores de mão-de-obra.

Em contraposição a este modelo, o PNRegadios apoia projetos baseados em distribuição de água pressurizada, pré-filtrada e que é entregue ao agricultor através de dispositivos que controlam a pressão, limitam o caudal e medem os volumes utilizados. E, como é evidente, esta qualidade de serviço propicia e facilita o recurso a métodos de rega mais eficientes, nomeadamente rega por aspersão e rega localizada.

AG: O PNRegadios já está em curso há alguns anos. O que ainda falta concretizar de extrema importância? E, em relação ao que já foi conseguido, o que é preciso rever?

GFL: A Resolução do Conselho de Ministros n.º 133/2018, que aprova o PNRegadios, data de 12 de outubro de 2018. Neste ano e meio, os resultados são francamente positivos. Os projetos de reabilitação e modernização de regadios estão já maioritariamente em obra e aqueles que consistem na construção de novos regadios estão na fase de elaboração de projeto de execução e de avaliação de impacte ambiental. Contudo, há ainda caminho a percorrer na aprovação e posterior implementação dos regadios do interior Norte e Centro, pelo que é cedo para um balanço.

Continua

Nota: Artigo publicado originalmente na Agrotec 34

Solicite a nossa edição impressa

Contacte-nos a seguir dos seguintes endereços:

Telefone: 220 962 844

E-mail: info@booki.pt

saber mais

Ministra da Agricultura participa no Conse

Maria do Céu Antunes Albuquerque, participou, por videoconferência, no último Conselho de Ministros da Agricultura e Pescas da União Europeia, presidido pela ministra croata Marija Vuckovic.

Ministra da Agricultura

A presidente Croata fez um balanço da situação do atual do pacote da reforma da Política Agrícola Comum (PAC) pós 2020 e identificou os tópicos que considera prioritários para os próximos meses.

Na sua intervenção, Maria do Céu Albuquerque, sublinhou os progressos alcançados e a expetativa da conclusão das negociações do quadro financeiro plurianual, essenciais para a conclusão das negociações da reforma da PAC. Relembrou ainda a necessidade de equilíbrio entre as metas ambientais e os outros objetivos da PAC.

A ministra da Agricultura salientou, também, alguns pontos que precisam de trabalho durante a presidência alemã, como a simplificação do regime da pequena agricultura, a clarificação e equidade das medidas agroambientais e o apoio à organização da produção.

A reunião terminou com a ministra Alemã, Julia Klöckner, a destacar os importantes desafios que a presidência europeia tem pela frente, tendo feito referência à redução da utilização dos pesticidas e dos fertilizantes, à estratégia Do Prado ao Prato, à conservação e à biodiversidade, à garantia do bem-estar animal e à ligação fundamental à nutrição.

À Croácia, sucederá no dia 1 de julho, a Alemanha, país que assumirá a presidência do Conselho da União Europeia, data em que se inicia o trio Alemanha, Portugal e Eslovénia.

saber mais

Publicações: